sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Para GSM Association, "MMDS já morreu"

quinta-feira, 20 de agosto de 2009, 19h25

A GSM Association está bastante satisfeita com a proposta da Anatel de destinar dois blocos de 70 MHz na faixa de 2,5 MHz para o Serviço Móvel Pessoal (SMP). Ainda assim, a entidade não considera a condução da mudança na faixa como "a solução ideal para ninguém". O pedaço que falta para o "ideal" dos representantes da tecnologia GSM e LTE é que a mudança na faixa "se movesse mais rápido", segundo o vice-presidente sênior, Ricardo Tavares. "Acho que a nossa proposta não é importante apenas para nós. É importante para o país", justificou o executivo, acentuando que seria "bem mais interessante" se a mudança no 2,5 GHz fosse feita amanhã mesmo.

A proposta colocada em consulta pública pela Anatel no início do mês atende completamente as demandas das operadoras móveis e entidades como a GSM Association. Após a transição, que será concluída em 2015, restarão dois blocos de 70 MHz para uso do SMP prioritariamente e um bloco de 50 MHz, no centro da faixa, para o MMDS.

Para Ricardo Tavares, a drástica redução do espaço do MMDS no 2,5 GHz não será uma sentença de morte para o serviço de TV por assinatura via microondas, pois, na prática, essa oferta já estaria estagnada há muito tempo. "O MMDS já está morto", declarou Tavares em almoço nesta quinta-feira, 20, com a imprensa. O executivo vai ainda mais longe: acredita que, ao fim, a proposta da Anatel é benéfica para as empresas de MMDS.

"Muitas empresas, em alguns momentos, olham e não reconhecem o que é melhor para elas", declarou. "É uma excelente proposta (da Anatel) para os operadores de MMDS porque resolve a incerteza sobre o WiMAX", explicou logo depois. Segundo Ricardo Tavares, há experiências internacionais que deixam clara a possibilidade de as empresas de MMDS fazerem vídeo e Internet, juntos, com 50 MHz.

O alinhamento da proposta da Anatel com as tendências mundiais novamente foi apresentado como um fator positivo pela GSM Association, que aposta em um ganho de escala que pode reduzir o preço dos handsets na quarta geração da telefonia móvel. Além disso, a crescente procura por serviços móveis no país é outro aspecto que a agência teria levado em consideração para a elaboração da proposta. "A Anatel está colocando espectro de acordo com a demanda."

O preço, no entanto, ainda pode se tornar um fator de polêmica mesmo dentro do setor que hoje apóia a mudança do 2,5 GHz. Tavares defendeu que a agência deve estabelecer um preço padrão para toda a faixa, sem diferenciação entre os blocos destinados a serviços distintos. "A precificação não pode ser diferente no (bloco de) 50 MHz."

Outro ponto é a pouca flexibilidade para que a Anatel estabeleça metas de expansão do serviço em troca de uma redução do preço pela radiofrequência, como ocorreu no leilão do 3G. Segundo o vice-presidente da GSM Association, a faixa de 2,5 GHz é considerada uma faixa de "capacidade" e não de "cobertura". Assim, seria difícil, na opinião do executivo, estabelecer metas de expansão de serviços em uma faixa que serviria, basicamente, para ampliar a capacidade de transmissão das empresas.

Mariana Mazza

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=143460

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