Wanise Ferreira
Para vice-presidente Ricardo Tavares, a decisão final no Brasil terá influência em outros países
A destinação da faixa de 2,5 GHz no Brasil preocupa o vice-presidente de Políticas Públicas da GSMA Association, Ricardo Tavares, não apenas pelo que considera importante para o futuro da mobilidade no Brasil mas também pela influência dessa decisão em outros países. O tema faz parte de consulta pública da Anatel e, a princípío, prevê que o serviço móvel fique com 120 MHz da faixa a partir de 1º de janeiro de 2013 e depois de 1º de janeiro de 2016 ocupe 140 MHz. Mas ainda há muita pressão das operadoras de MMDS que estão descontentes com a proposta da agência reguladora. "Mas elas saíram ganhando e podem colocar o serviço de banda larga em operação em breve", disse o executivo.
Para Tavares, a decisão brasileira de ocupar parte da faixa de 2,5 GHz com o SMP é muito importante tanto para outros países da América Latina que também possuem operação de MMDS nesse espectro, e também estão próximas da renovação de licenças, quanto outros na África, como a Nigéria, e alguns da Ásia. Para ele, deixar essa faixa com outra destinação que não a mobilidade é temerário por conta da queda de escala de terminais e por brecar o avanço da banda larga móvel.
Ele ressaltou que o Brasil se tornou um case mundial de banda larga móvel ao atingir em poucos meses uma base de 4,5 milhões de assinantes de terceira geração, incluindo os terminais que permitem acesso à web quanto os modems USBs. "A previsão da Pyramid Research é de que o país terá 75 milhões de assinantes 3G com banda larga móvel até 2015. Isso é muito significativo", disse o executivo.
Para Tavares, as operadoras de MMDS não tem muito do que reclamar já que a partir de 2016 ficam com 50 MHz da faixa no que considera "um espaço nobre". Ele lembra que na Suécia a Intel Capital comprou um espectro de 50 MHz e vai fazer uma rede nacional de WiMAX. "Se as empresas querem gerar receita com o WiMAX terão espectro para isso. E com a regulamentação terão a homologação dos produtos nessa faixa e poderão lançar em seguida a operação", observou. Para ele, se o interesse, realmente, é ter banda larga WiMAX nessa faixa elas terão a oportunidade para isso. "Se há outros interesses, como gerar dinheiro com o espectro, a coisa realmente se complica", comentou.
Depois de 14 anos vivendo em San Diego, na Califórnia, Tavares está de mudança para Brasília, onde vai atuar mais fortemente ligado a discussões de políticas públicas, levando em conta sua experiência em outros países. Essa mudança faz parte da nova estrutura da GSMA Association, que tem sede em Londres e terá as regionais diretamente ligadas a ela. Para a GSMA América Latina, que terá sede no Brasil, foi nomeado o executivo André Almeida.
http://www.telecomonline.com.br/noticias/destinacao-da-faixa-de-2-5-ghz-ainda-preocupa-gsma-association
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