Por Lúcia Berbert
20 de agosto de 2009
O crescimento da banda larga móvel no país e a nova proposta de destinação da faixa de 2,5 GHz, que está em consulta pública na Anatel, colocaram o Brasil no radar da GSM Association, entidade global da indústria de telefonia móvel e que reúne 750 operadoras de 218 países. É o que informa o vice-presidente sênior da associação, Ricardo Tavares, que transferiu sua atuação dos Estados Unidos para o Brasil. Outro diretor da GSMA, responsável por toda a Amárica Latina, André Almeida, ficará sediado em São Paulo. “De nenhum dirigente trabalhando aqui, agora teremos dois”, disse.
Tavares ressalta que a tecnologia HSPA (3G), lançada comercialmente há 18 meses no Brasil, responde hoje por um terço das conexões de banda larga, número que deve saltar para 75 milhões em 2013. Antes disso, em 2011, prevê, os acessos móveis à internet já terão ultrapassado as conexões fixas. “Para isso, precisamos de mais espectro”, disse.
Ele elogiou a proposta de destinação da faixa de 2,5 GHz, que alocará 140 MHz dos 190 MHz existentes para a telefonia móvel. “Essa proposta assegurará espectro para as operadoras móveis continuarem seus investimentos em tecnologia e redes para banda larga móvel”, sustenta. A previsão dele é de que a LTE – a quarta geração da telefonia móvel – seja lançada no país em 2013, por três operadoras e, em 2016, uma quarta empresa deverá colocar a tecnologia em operação.
Massificação da banda larga móvel
O vice-presidente da GSMA acredita que, a partir do próximo ano, em função da economia de escala, o preço dos aparelhos 3G irá cair, facilitando a massificação da banda larga no país que, na sua opinião, somente ocorrerá por meio de dispositivos móveis. Ele prevê ainda que, a partir de 2010, a competição entre tecnologias não se dará mais pela disputa de espectro, mas por soluções de uso desenvolvidas para elas. Por esta razão, defende a adesão da indústria de TI no desenvolvimento de soluções para LTE.
Tavares ainda considerou a proposta da Anatel favorável às operadoras de MMDS (TV para por micro-ondas). Segundo ele, elas terão assegurados 50 MHz da faixa de 2,5 GHz sem necessidade de disputar em leilão. Além disso, poderão oferecer serviço de conexão via WiMAX quase que imediatamente, enquanto as operadoras móveis só poderão lançar a LTE em 2013. Pela proposta hoje em consulta pública, as operadoras de MMDS perderão, até 2015, 140 MHz.
Apesar de elogiar a política de espectro e de precificação do governo e da Anatel, Tavares ressalta que a banda de 2,5 GHz não é de cobertura, mas de capacitação e, por isso, não caberá a inclusão de muitas contrapartidas no leilão. Ele defende que a precificação do espectro leve em conta a necessidade de recursos que as operadoras terão para investir em infraestrutura. Ele acredita que o preço não será diferente do que será estipulado para o MMDS, processo que está ainda na Anatel.
http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=12902&Itemid=105
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