segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Mercado de WiMAX movimenta US$ 255 milhões no 2º trimestre

sexta-feira, 28 de agosto de 2009, 11h47

Mesmo com a desaceleração econômica, o mercado de equipamentos e aparelhos WiMAX segue em plena evolução e atingiu receita de US$ 255 milhões no segundo trimestre deste ano, o que representa um crescimento de 12% na comparação com os primeiros três meses do ano, segundo dados da Infonetics Research. Segundo a empresa de pesquisa, houve um aumento nas vendas em todas as regiões, principalmente nos Estados Unidos e Índia.

Para Richard Webb, analista da Infonetics Research para WiMAX, microondas e aparelhos celulares, as perspectivas são cautelosamente otimistas e o setor deve apresentar incremento estável até o fim do ano.

Entretanto, a Infonetics ressalta que o mercado de WiMAX deve avançar aceleradamente nos próximos anos e movimentar US$ 4,9 bilhões até 2013, avanço que será impulsionado predominantemente pelos países desenvolvidos.

Além disso, a consultoria aponta que o aumento do número de aparelhos equipados com conexão WiMAX no mercado, como notebooks e netbooks, será outro motor de crescimento da tecnologia a despeito da crise financeira.

Da Redação

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=144995

Neotec espera que a Anatel torne públicos os documentos antes de decisão judicial

sexta-feira, 28 de agosto de 2009, 19h13

A 20ª Vara da Justiça Federal de Brasília deu prazo de 72 horas para a Anatel se manifestar sobre o pedido de vista, feito judicialmente pela Neotec, aos documentos que embasaram a consulta pública que reduz para 50 MHz o espectro das empresas de MMDS a partir de 2015. A decisão era um movimento esperado pela Neotec, uma vez que uma modificação recente do ordenamento jurídico impede o juíz de conceder um mandado de segurança sem ouvir o outro lado. Carlos André de Albuquerque, presidente da associação, acredita, entretanto, que a Anatel possa tornar público os documentos nesse prazo, antes, portanto, de uma manifestação da Justiça. "Nossa intenção não é constranger a Anatel, mas sim conseguir o nosso pleito que é um direito da sociedade", diz ele.

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=145275

Juiz concede 72h para a Anatel se manifestar no processo da Neotec

Da redação
Entidade quer acesso à documentação que deu origem à consulta pública sobre novos usos para a faixa de2,5 GHz

Cumprindo o rito processual, a Justiça Federal quer primeiro ouvir a Anatel antes de decidir acerca da liminar impetrada pela Neotec, pedindo acesso ao processo administrativo que originou a consulta pública sobre novos usos para a faixa de 2,5 GHz. O juiz Alexandre Vidigal de Oliveira, da 20ª Vara Federal, deu 72 horas para a agência se manifestar.

Na quarta-feira, 26, a Neotec entrou com um mandado de segurança coletivo com pedido de liminar, junto à Justiça Federal em Brasília, pedindo acesso ao processo administrativo que originou a consulta pública da Anatel. Além da vista à documentação, a Neotec quer que o prazo de 45 dias da consulta pública comece a ser contado a partir do acesso à papelada.

A consulta pública que propõe a retirada de 140 MHz dos atuais 186 MHz detidos hoje pelas operadoras de MMDS fica em consulta pública até 16 de setembro. A decisão de ir à Justiça foi tomada depois que a Anatel informou que só poderia disponibilizar o processo para vistas a partir da primeira semana de setembro, ou uma semana antes do prazo final da consulta. A Neotec argumenta que precisa conhecer os estudos técnicos que levaram a Anatel a propor a redução do volume de espectro para melhor defender os interesses de suas associadas na consulta pública.

http://www.telecomonline.com.br/noticias/juiz-concede-72h-para-a-anatel-se-manifestar-no-processo-da-neotec

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Neotec recorre à justiça para ter acesso a processo sobre faixa de 2,5 GHz

Por Lúcia Berbert
27 de agosto de 2009

A Neotec, associação que congrega as operadoras de MMDS, ingressou ontem com Mandado de Segurança Coletivo, com pedido de liminar, contra ato do presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, contra a postergação de acesso ao processo que subsidiou a proposta de destinação da faixa de 2,5 GHz, ora em consulta pública. A ação foi distribuída em regime de urgência na 20ª Vara da Justiça Federal de Brasília e pede o acesso imediado aos documentos, não só pela entidade, mas para a sociedade como um todo. A ação pede também que o prazo da consulta pública seja contado após a liberação dos documentos.

O presidente da Neotec, Carlos André Albuquerque, disse que o acesso aos documentos é fundamental para que a entidade apresente suas contribuições. Ele conta que o primeiro pedido direto de acesso foi negado pela agência que, depois voltou atrás após o exame da solicitação pelo Conselho Diretor. “Porém, a Neotec recebeu um e-mail da agência informando que a documentação somente seria tornada pública a partir do dia 5 de setembro, reduzindo o prazo de exame pela entidade, já que a consulta pública está prevista para ser encerrada no dia 16 de setembro”, argumentou.

A proposta da Anatel reduz, até 2015, a 50MHz a participação das operadoras de MMDS (TV paga por microondas) na faixa de 2,5 GHz. A expectativa da entidade é que a agência reveja esta posição e garanta, pelo menos, 110 MHz para as operadoras que usam essa tecnologia, como previa a proposta inicial. Atualmente, os operadores detêm os 190 MHz da faixa. A proposta da Anatel beneficia a telefonia móvel com 140 MHz.

“A proposta tal como está inviabiliza que o operador do MMDS possa competir, porque dá 50 MHz às empresas atuais, com a obrigatoriedade de vídeo, sem nenhuma certeza de poder prover serviço banda larga”, ressalta Albuquerque. Ele também rebate as críticas contra a falta de investimentos do setor. “Desde que a resolução 429, que prevê a convergência de serviços no MMDS, foi publicada, em 2006, a Anatel vem impedindo que os operadores se desenvolvam esse serviço, se negando a homologar e certificar equipamentos de WiMAX”, disse.

A Neotec quer mais ponderação e razoabilidade da agência, oferecendo ao setor a possibilidade de mais uma vez discutir a destinação da faixa. “E não só isso, que seja dado ao MMDS a estabilidade regulatória para que os operadores possam trabalhar e desenvolver e, ai sim, os operadores poderão ser cobrados com relação a resultados do serviço”, disse. Em 2005, a Anatel modificou a proposta de redução de banda para o MMDS, na consulta pública 539, após apresentação de argumentação técnicas das entidades.

http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=12968&Itemid=105

Neotec quer mais prazo para a consulta pública sobre 2,5 GHz

| Marineide Marques

Entidade tenta na Justiça acesso ao processo administrativo e pede mais tempo para análise dos documentos

A Neotec, associação que reúne as operadoras de MMDS, quer mais prazo para a consulta pública que define novos usos para a faixa de 2,5 GHz. A entidade entrou na quarta-feira, 26, com um mandado de segurança coletivo com pedido de liminar, junto à Justiça Federal em Brasília, pedindo acesso ao processo administrativo que originou a consulta pública da Anatel. Além da vista à documentação, a Neotec quer que o prazo de 45 dias da consulta pública comece a ser contado a partir do acesso à papelada.

A expectativa do presidente da Neotec, Carlos André de Albuquerque, é de que a Justiça se manifeste muito rapidamente, nos próximos dias, dado o caráter de urgência do pedido de liminar.

A consulta pública que propõe a retirada de 140 MHz dos atuais 186 MHz detidos hoje pelas operadoras de MMDS fica em consulta pública até 16 de setembro. Segundo Albuquerque, a decisão de ir à Justiça foi tomada depois que a Anatel informou que só poderia disponibilizar o processo para vistas a partir da primeira semana de setembro, ou uma semana antes do prazo final da consulta.

“Isso é muito ruim no estado democrático”, diz Albuquerque, lembrando que o regulamento da Anatel determina que ela deve disponibilizar os estudos técnicos que embasam suas decisões. “Queremos conhecer os estudos técnicos que dizem que as operadoras de MMDS podem ser competitivas com 50 MHz”, afirma. Segundo ele, é difícil apresentar a defesa do setor de MMDS na consulta pública sem conhecer as motivações que levaram a Anatel a propor a redução do volume de espectro.


http://www.telecomonline.com.br/noticias/neotec-quer-mais-prazo-para-a-consulta-publica-sobre-2-5-ghz

Regulamento de uso eficiente é adiado

quarta-feira, 26 de agosto de 2009, 19h40

A conselheira Emília Ribeiro pediu vista nesta quarta, 26, da proposta de regulamento para o uso eficiente do espectro. O tema deve voltar a pauta na próxima reunião, mas a conselheira pode pedir a extensão do período de análise da proposta. Esse regulamento é considerado fundamental para a defnição dos critérios de licitação e valores de novas faixas de frequência, especialmente a faixa de 2,5 GHz.

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=144438

Neotec vai à Justiça para ter acesso a estudos sobre faixa de 2,5 GHz

quinta-feira, 27 de agosto de 2009, 2h17

A Neotec (associação representativa dos operadores de MMDS) ingressou com mandado de segurança nesta quarta, 26, para conseguir junto à Anatel vista do processo que resultou na consulta pública 32/2009, com a nova destinação da faixa de 2,5 GHz. A associação pediu para conhecer o processo e os estudos que fundamentaram a decisão logo que a consulta pública foi lançada propondo a redução do espectro do MMDS para 50 MHz a partir de 2015. Em princípio, a Anatel negou o pedido, alegando que isso atrapalharia a consulta. Depois, disse que só daria vista a partir do dia 5, uma semana antes do término do período de comentários das empresas. A Neotec pediu à Justiça não apenas o mandado de segurança para ter acesso à documentação como liminar para que o prazo da consulta só comece a ser contado depois de concedido o acesso aos estudos e pareceres. Uma manifestação da Justiça é aguardada para esta quinta, 27.

Fato consumado

Durante a abertura do 53º Painel Telebrasil, nesta quarta, 26, o deputado Eduardo Gomes (PSDB/TO), presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicações e Informática da Câmara, lembrou o papel da comissão na destinação do espectro e deu a entender que aprova a prioridade dada à faixa de 2,5 GHz aos operadores de SMP.

O presidente da ABTA, Alexandre Annenberg, reagiu. Para a associação, que representa os operadores de TV paga, há um grave equívoco nesse debate. "É preciso pensar nos princípios da universalização e da competição. Existe uma possibilidade real de que se coloque mais competidores no mercado de banda larga, com maior diversidade de empresas e com grupos locais. Essa possibilidade é o MMDS. Não estamos dizendo que o MMDS é que vai fazer toda a universalização da banda larga, mas se conseguir 15% ou 20% de um mercado dominado por empresas de telecomunicações e celular, já será um grande avanço em relação à competição".

Samuel Possebon

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Proposta de regulamento para 3,5 GHz chega ao conselho sob a relatoria de Bedran

Marineide Marques

Texto preserva 10 MHz para inclusão digital e não contempla mobilidade restrita

A proposta de novo regulamento de uso para a faixa de 3,5 GHz chegou esta semana ao conselho diretor da Anatel. O tema está sob relatoria do conselheiro Antonio Bedran e ainda não há data prevista para apreciação da matéria pelos membros do colegiado. A mudança mais importante refere-se à atribuição da faixa ao Serviço Móvel Pessoal (SMP), o que abre a possibilidade de exploração de aplicações móveis com a tecnologia WiMAX. O novo regulamento é aguardado com ansiedade pelo mercado porque deve marcar a retomada do leilão de licenças em 3,5 GHz, interrompido há mais de dois anos.

A proposta da área técnica preservou boa parte do texto que foi à consulta pública entre o final do ano passado e o início de 2009, entre as quais a reserva de 10 MHz para uso por empresas do Serviço Limitado Privado (SLP) em aplicações governamentais. A idéia é fomentar programas de inclusão digital usando a faixa de 3,5 GHz, com exploração direta ou indireta por empresas públicas, vinculadas aos governos Federal, Estadual ou Municipal. A proposta determina que as instituições públicas poderão contratar terceiros para a implementação dos projetos.

A reserva de 10 MHz vale apenas para inclusão digital, salvo algumas exceções, como o uso da faixa pela Petrobras em plataformas de petróleo em alto mar. Ao contrário do que chegou a declarar a Aptel (Associação de Empresas Proprietárias de Infraestrutura e de Sistemas Privados para Telecomunicações), a proposta técnica não contempla o uso irrestrito por empresas privadas que detenham licença de SLP.

A questão da mobilidade, que concentrou um grande número de manifestações na consulta pública, não foi alterada na proposta técnica. Toda a faixa de 3,5 GHz passa a ser destinada ao SMP e a mobilidade restrita, como chegaram a sugerir diversas empresas, não chegou a ser contemplada. Na avaliação dos técnicos, esses aspectos não cabem na regulamentação da faixa, mas podem estar presentes na regulamentação dos serviços a ser explorados na faixa de 3,5 GHz, por meio de condicionantes a serem estabelecidas nos editais.

Na consulta pública, algumas empresas chegaram sugerir que a Anatel dividisse a faixa, destinando parte às operadoras fixas e parte às móveis. Muitas operadoras manifestaram preocupação quanto ao futuro dos serviços de telefonia fixa hoje explorados na faixa de 3,5 GHz, que passariam a ganhar mobilidade sem ter pago por isso. A interpretação dos técnicos é de que nada muda, uma vez que a outorga continua sendo de STFC, independente da faixa também ser explorada pelo SMP.

Embora o edital para o leilão é que deve definir quem pode ou não pode participar da licitação, o regulamento sugere que devem ser atendidos os interesses dos pequenos provedores de serviço, como forma de estimular a competição e favorecer o mercado de pequenas operadoras.


http://www.telecomonline.com.br/noticias/proposta-de-regulamento-para-3-5-ghz-chega-ao-conselho-sob-a-relatoria-de-bedran

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Sprint cuts price on mobile WiMAX service

August 21, 2009 — 9:51am ET | By Mike Dano

Sprint Nextel has quietly lowered the monthly service price for its CDMA/mobile WiMAX service from $79.99 per month to $69.99 per month, and is throwing in a free month of service as an extra bonus.

The price cut, outlined by research and consulting firm Current Analysis, comes just a week after the carrier launched mobile WiMAX service in Las Vegas, Atlanta and Portland. Including Baltimore, the carrier now offers its Sprint 4G-branded service, which includes roaming onto its 3G CDMA network, in four markets.

Current Analysis described Sprint's move as "slightly positive," adding that the new price "is more palatable to prosumers and consumers during these tough economic times. ... These initiatives considerably reduce the cost barriers to adoption, increasing the carrier's potential consumer base." The firm also pointed out that Sprint is offering its 3G/4G USB Modem U300 for free with a two-year service contract and $50 mail-in rebate, down from an initial price of $149 in December.

Sprint representatives did not immediately return requests for comment on the price cut.

Sprint's actions comes just days after Verizon Wireless announced it completed a test of its forthcoming LTE 4G service in Boston and Seattle.

Clearwire, the carrier building the network on which Sprint is selling mobile WiMAX service, said it will offer 4G WiMAX service in more than 25 markets by year-end, reaching approximately 30 million people. Verizon Wireless has said it will commercially launch its LTE 4G network in up to 30 markets in 2010, covering 100 million people.


Read more: http://www.fiercewireless.com/story/sprint-cuts-price-mobile-wimax-service/2009-08-21#ixzz0P8HcEVFe

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Destinação da faixa de 2,5 GHz ainda preocupa GSMA Association

Wanise Ferreira
Para vice-presidente Ricardo Tavares, a decisão final no Brasil terá influência em outros países

A destinação da faixa de 2,5 GHz no Brasil preocupa o vice-presidente de Políticas Públicas da GSMA Association, Ricardo Tavares, não apenas pelo que considera importante para o futuro da mobilidade no Brasil mas também pela influência dessa decisão em outros países. O tema faz parte de consulta pública da Anatel e, a princípío, prevê que o serviço móvel fique com 120 MHz da faixa a partir de 1º de janeiro de 2013 e depois de 1º de janeiro de 2016 ocupe 140 MHz. Mas ainda há muita pressão das operadoras de MMDS que estão descontentes com a proposta da agência reguladora. "Mas elas saíram ganhando e podem colocar o serviço de banda larga em operação em breve", disse o executivo.

Para Tavares, a decisão brasileira de ocupar parte da faixa de 2,5 GHz com o SMP é muito importante tanto para outros países da América Latina que também possuem operação de MMDS nesse espectro, e também estão próximas da renovação de licenças, quanto outros na África, como a Nigéria, e alguns da Ásia. Para ele, deixar essa faixa com outra destinação que não a mobilidade é temerário por conta da queda de escala de terminais e por brecar o avanço da banda larga móvel.

Ele ressaltou que o Brasil se tornou um case mundial de banda larga móvel ao atingir em poucos meses uma base de 4,5 milhões de assinantes de terceira geração, incluindo os terminais que permitem acesso à web quanto os modems USBs. "A previsão da Pyramid Research é de que o país terá 75 milhões de assinantes 3G com banda larga móvel até 2015. Isso é muito significativo", disse o executivo.

Para Tavares, as operadoras de MMDS não tem muito do que reclamar já que a partir de 2016 ficam com 50 MHz da faixa no que considera "um espaço nobre". Ele lembra que na Suécia a Intel Capital comprou um espectro de 50 MHz e vai fazer uma rede nacional de WiMAX. "Se as empresas querem gerar receita com o WiMAX terão espectro para isso. E com a regulamentação terão a homologação dos produtos nessa faixa e poderão lançar em seguida a operação", observou. Para ele, se o interesse, realmente, é ter banda larga WiMAX nessa faixa elas terão a oportunidade para isso. "Se há outros interesses, como gerar dinheiro com o espectro, a coisa realmente se complica", comentou.

Depois de 14 anos vivendo em San Diego, na Califórnia, Tavares está de mudança para Brasília, onde vai atuar mais fortemente ligado a discussões de políticas públicas, levando em conta sua experiência em outros países. Essa mudança faz parte da nova estrutura da GSMA Association, que tem sede em Londres e terá as regionais diretamente ligadas a ela. Para a GSMA América Latina, que terá sede no Brasil, foi nomeado o executivo André Almeida.

http://www.telecomonline.com.br/noticias/destinacao-da-faixa-de-2-5-ghz-ainda-preocupa-gsma-association

Base de assinantes 3G dobra em cinco meses

quinta-feira, 20 de agosto de 2009, 17h38

TELETIME News interpretou incorretamente os dados divulgados pela Anatel na última quarta-feira, 20, sobre o total de acessos móveis no país. Por isso, republicamos as informações, agora com os dados corretos.

O número de assinantes do serviço 3G no país cresceu 106,42% de fevereiro a julho deste ano. E esse crescimento seria bem maior, da ordem de 123,9%, se fossem considerados somente os serviços WCDMA/HSPA, uma vez que a tendência de descontinuidade da outra tecnologia 3G (CDMA2000/EVDO), atualmente oferecida só pela Vivo, se confirma mês a mês. Os dados foram apurados a partir dos últimos levantamentos da Anatel sobre telefonia móvel. A base 3G, que no início de 2009 era de 2.040.891 acessos móveis (1,34%), encerrou a primeira metade do ano com 4.212.710 dispositivos (2,6%). Na divisão por tecnologia 3G, há 3.994.544 acessos móveis WCDMA/HSPA (2,47%), sendo 2.010.740 handsets e 1.983.804 terminais de dados. Os modems e celulares CDMA2000/EVDO totalizaram 218.166 (0,13%) em julho, queda de 57,82% em relação a agosto de 2008, mês que a Anatel começou a informar em seus balanços os terminais dessa tecnologia. Em fevereiro os aparelhos celulares WCDMA/HSPA somavam 1.436.113 (0,94%), contra apenas 347.943 modems (0,23%). Vale lembrar que até janeiro era impossível fazer tal levantamento, pois a Anatel divulgava em seu relatório mensal o número de dispositivos de dados sem discriminar a velocidade de dados deles. A partir de fevereiro, a agência passou a informar o número desses terminais com o critério 'até 256 kbps' (2G e 2,5G) e 'acima de 256 kbps' (3G). Como a agência já informava, desde agosto de 2008, os dispositivos CDMA2000, agora ficou fácil discernir quais os acessos móveis 3G são CDMA2000/EVDO e quais são WCDMA/HSPA.

Outro dado interessante apurado a partir do levantamento é que, apesar de ter mais do que dobrado de fevereiro a julho, a base de assinantes WCDMA/HSPA cresceu somente 5,91% de junho a julho. Ou seja, saiu de 3.771.607 (1.903.030 celulares e 1.868.577 modems) para 3.994.544, o que prova que o grande 'boom' da tecnologia se deu no início do ano, ou nos quatro meses anteriores. A teledensidade também registrou grande crescimento do início do ano para cá, saindo de 0,93 em fevereiro para 2,09 em julho. Ou seja, a cada grupo de 100 assinantes, mais do que dois têm acesso WCDMA/HSPA. Já o market-share do 3G CDMA/EVDO cai, mês a mês. Despencou de 0,37%, em agosto do ano passado, para um irrisório 0,13% no último mês de julho. Agora, a cada 100 acessos, menos de 1 (0,11) é EVDO.

2G e 2,5G

Os dispositivos com taxas inferiores a 256 kbps (Edge e/ou GPRS), mais conhecidos como 2G ou 2,5G, apresentaram um crescimento bem mais modesto do início do ano para cá. Em fevereiro somavam 1.194.073 (0,78%) e em julho eram 1.731.356 (1,08%) acessos, entre modems e celulares. De junho a julho, o acréscimo foi de 62.396 assinantes.

Da Redação

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=143448

Para GSM Association, "MMDS já morreu"

quinta-feira, 20 de agosto de 2009, 19h25

A GSM Association está bastante satisfeita com a proposta da Anatel de destinar dois blocos de 70 MHz na faixa de 2,5 MHz para o Serviço Móvel Pessoal (SMP). Ainda assim, a entidade não considera a condução da mudança na faixa como "a solução ideal para ninguém". O pedaço que falta para o "ideal" dos representantes da tecnologia GSM e LTE é que a mudança na faixa "se movesse mais rápido", segundo o vice-presidente sênior, Ricardo Tavares. "Acho que a nossa proposta não é importante apenas para nós. É importante para o país", justificou o executivo, acentuando que seria "bem mais interessante" se a mudança no 2,5 GHz fosse feita amanhã mesmo.

A proposta colocada em consulta pública pela Anatel no início do mês atende completamente as demandas das operadoras móveis e entidades como a GSM Association. Após a transição, que será concluída em 2015, restarão dois blocos de 70 MHz para uso do SMP prioritariamente e um bloco de 50 MHz, no centro da faixa, para o MMDS.

Para Ricardo Tavares, a drástica redução do espaço do MMDS no 2,5 GHz não será uma sentença de morte para o serviço de TV por assinatura via microondas, pois, na prática, essa oferta já estaria estagnada há muito tempo. "O MMDS já está morto", declarou Tavares em almoço nesta quinta-feira, 20, com a imprensa. O executivo vai ainda mais longe: acredita que, ao fim, a proposta da Anatel é benéfica para as empresas de MMDS.

"Muitas empresas, em alguns momentos, olham e não reconhecem o que é melhor para elas", declarou. "É uma excelente proposta (da Anatel) para os operadores de MMDS porque resolve a incerteza sobre o WiMAX", explicou logo depois. Segundo Ricardo Tavares, há experiências internacionais que deixam clara a possibilidade de as empresas de MMDS fazerem vídeo e Internet, juntos, com 50 MHz.

O alinhamento da proposta da Anatel com as tendências mundiais novamente foi apresentado como um fator positivo pela GSM Association, que aposta em um ganho de escala que pode reduzir o preço dos handsets na quarta geração da telefonia móvel. Além disso, a crescente procura por serviços móveis no país é outro aspecto que a agência teria levado em consideração para a elaboração da proposta. "A Anatel está colocando espectro de acordo com a demanda."

O preço, no entanto, ainda pode se tornar um fator de polêmica mesmo dentro do setor que hoje apóia a mudança do 2,5 GHz. Tavares defendeu que a agência deve estabelecer um preço padrão para toda a faixa, sem diferenciação entre os blocos destinados a serviços distintos. "A precificação não pode ser diferente no (bloco de) 50 MHz."

Outro ponto é a pouca flexibilidade para que a Anatel estabeleça metas de expansão do serviço em troca de uma redução do preço pela radiofrequência, como ocorreu no leilão do 3G. Segundo o vice-presidente da GSM Association, a faixa de 2,5 GHz é considerada uma faixa de "capacidade" e não de "cobertura". Assim, seria difícil, na opinião do executivo, estabelecer metas de expansão de serviços em uma faixa que serviria, basicamente, para ampliar a capacidade de transmissão das empresas.

Mariana Mazza

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=143460

Crescimento do mercado e 2,5 GHz atraem dirigentes da GSMA para o Brasil

Por Lúcia Berbert
20 de agosto de 2009

O crescimento da banda larga móvel no país e a nova proposta de destinação da faixa de 2,5 GHz, que está em consulta pública na Anatel, colocaram o Brasil no radar da GSM Association, entidade global da indústria de telefonia móvel e que reúne 750 operadoras de 218 países. É o que informa o vice-presidente sênior da associação, Ricardo Tavares, que transferiu sua atuação dos Estados Unidos para o Brasil. Outro diretor da GSMA, responsável por toda a Amárica Latina, André Almeida, ficará sediado em São Paulo. “De nenhum dirigente trabalhando aqui, agora teremos dois”, disse.

Tavares ressalta que a tecnologia HSPA (3G), lançada comercialmente há 18 meses no Brasil, responde hoje por um terço das conexões de banda larga, número que deve saltar para 75 milhões em 2013. Antes disso, em 2011, prevê, os acessos móveis à internet já terão ultrapassado as conexões fixas. “Para isso, precisamos de mais espectro”, disse.

Ele elogiou a proposta de destinação da faixa de 2,5 GHz, que alocará 140 MHz dos 190 MHz existentes para a telefonia móvel. “Essa proposta assegurará espectro para as operadoras móveis continuarem seus investimentos em tecnologia e redes para banda larga móvel”, sustenta. A previsão dele é de que a LTE – a quarta geração da telefonia móvel – seja lançada no país em 2013, por três operadoras e, em 2016, uma quarta empresa deverá colocar a tecnologia em operação.

Massificação da banda larga móvel

O vice-presidente da GSMA acredita que, a partir do próximo ano, em função da economia de escala, o preço dos aparelhos 3G irá cair, facilitando a massificação da banda larga no país que, na sua opinião, somente ocorrerá por meio de dispositivos móveis. Ele prevê ainda que, a partir de 2010, a competição entre tecnologias não se dará mais pela disputa de espectro, mas por soluções de uso desenvolvidas para elas. Por esta razão, defende a adesão da indústria de TI no desenvolvimento de soluções para LTE.

Tavares ainda considerou a proposta da Anatel favorável às operadoras de MMDS (TV para por micro-ondas). Segundo ele, elas terão assegurados 50 MHz da faixa de 2,5 GHz sem necessidade de disputar em leilão. Além disso, poderão oferecer serviço de conexão via WiMAX quase que imediatamente, enquanto as operadoras móveis só poderão lançar a LTE em 2013. Pela proposta hoje em consulta pública, as operadoras de MMDS perderão, até 2015, 140 MHz.

Apesar de elogiar a política de espectro e de precificação do governo e da Anatel, Tavares ressalta que a banda de 2,5 GHz não é de cobertura, mas de capacitação e, por isso, não caberá a inclusão de muitas contrapartidas no leilão. Ele defende que a precificação do espectro leve em conta a necessidade de recursos que as operadoras terão para investir em infraestrutura. Ele acredita que o preço não será diferente do que será estipulado para o MMDS, processo que está ainda na Anatel.

http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=12902&Itemid=105

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Acesso móvel à internet sobe para 5,78 milhões em julho

19 de agosto de 2009

Mais 2,3 milhões de linhas móveis foram habilitadas em julho em todo o país, elevando o número de celulares para 161.922.37, o que equivale a crescimento de 1,45% em relação a junho e de 19,65% nos últimos 12 meses. Entre maio e junho deste ano, o aumento de assinantes foi de 1,34% . No primeiro semestre foram habilitados 11,2 milhões de acessos, 21% a menos do que o registrado em igual período de 2008.

O número de aparelhos 3G passou de 1,9 milhão em junho para 2,01 milhões em julho, enquanto que os terminais de dados (minimodem) subiram de 3,6 milhões para 3,77 milhões em julho. Somando as duas tecnologias, o acesso móvel a banda larga atinge a 5,78 milhões de assinantes. A tecnologia predominante ainda é o GSM, que detém 145 milhões de habilitações, e as linhas pré-pagas respondem por mais de 81,9% do total.

A Vivo permanece na liderança do mercado, com 29,38%, desempenho melhor que em junho, quando detinha 29,33%. A Claro, segunda colocada, apresentou pequena queda de 25,51% em junho para 25,35% em julho. A TIM, em terceiro, novamente apresenta alta: de 23,71% em junho para 23,75% em julho. A Oi, quarta colocada, registrou participação menor em julho: de 21,22% em junho para 21,15%. A CTBC, Sercontel e Unicel mantiveram suas participações. (Da redação)

http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=12877&Itemid=105

Internet na Baixa Renda: Classe C emergente e bem equipada

Internet na Baixa Renda: Classe C emergente e bem equipada

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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Europa anuncia aporte de 18 milhões de euros para o desenvolvimento da LTE

Da redação
Recursos serão liberados a partir de 2010 a consórcios ligados ao desenvolvimento da tecnologia

A Comissão Européia investirá 18 milhões de euros para suportar o desenvolvimento de redes móveis de quarta geração na tecnologia LTE (Long Term Evolution). Os recursos serão aportados a partir de janeiro de 2010 em consórcios ligados ao desenvolvimento da LTE, que congrega empresas de países como Finlândia, França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Polônia, Espanha, Suécia e Reino Unido. "Com as tecnologias LTE, o know how europeu de pesquisa continuará a marcar o desenvolvimento dos serviços e equipamentos móveis em todo o mundo, tal como fizemos nas últimas décadas com o padrão GSM", declarou a comissária da União Européia para as telecomunicações, Viviane Reding.

A União Européia vem apoiando a LTE há anos. Entre 2004 e 2007 desembolsou 25 milhões de euros para o desenvolvimento do primeiro conceito de infraestrutura de rede baseada em LTE, apoiando um consórcio de 41 empresas e universidades européias. Entre 2007 e 2013, os investimentos em redes de próxima geração ultrapassarão 700 milhões de euros, metade dos quais destinados a tecnologias sem fios que contribuam para o desenvolvimento de redes 4G.

Entre os motivos anunciados pela União Européia para justificar o aporte estão a esperada velocidade da banda larga móvel até 1 gigabit por segundo; uso mais eficaz do espectro radiolétrico; e expectativa de que a LTE possa levar a banda larga móvel a regiões menos povoadas. Pelos cálculos da entidade, até 2013, operadoras do mundo inteiro devem investir cerca de 6 bilhões de euros em equipamentos LTE.

http://www.telecomonline.com.br/noticias/europa-anuncia-aporte-de-18-milhoes-de-euros-para-o-desenvolvimento-da-lte

Desenvolvimento de WiMAX para a faixa de 700 MHz contará com recursos de Funttel e Finep

Marineide Marques

Brasil elabora estudos para o WiMAX Forum na tentativa de promover a tecnologia como canal de retorno da TV digital

O Brasil avança em duas frentes para desenvolver a tecnologia WiMAX como canal de retorno para a TV digital na faixa de 700 MHz. O país quer financiar pesquisas sobre o tema com recursos do Fundo para Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ao mesmo tempo em que procura inserir a tecnologia no roadmap do WiMAX Forum, entidade que dita os rumos da tecnologia.

Na semana passada, membros do WiMAX Forum estiverem em Brasília para uma reunião com representantes do governo brasileiro. Segundo o assessor especial da Casa Civil, André Barbosa, foi combinado que o Brasil apresentará estudos de viabilidade técnica e econômica para o WiMAX em 700 MHz, formalizando a proposta ao fórum, que reúne operadoras e fabricantes de todo o mundo envolvidas com a tecnologia. A apresentação do estudo acontecerá em outubro, durante a conferência de membros do WiMAX Forum agendada para Taiwan.

Barbosa conta que a ideia de WiMAX em 700 MHz como canal de retorno para a TV digital tem o apoio da Índia, que apresenta condições de mercado muito semelhantes ao Brasil. “São dois países grandes, o que contribui para o envolvimento do WiMAX Forum”, pondera o assessor especial da Casa Civil.

Na outra frente, ele diz que a Finep e o Funttel estão prontos para financiar pesquisas sobre o tema. Os primeiros projetos devem ser aprovados ainda este ano, possivelmente sob a liderança das universidades que mais avançaram sobre a tecnologia: USP, UNB, Unicamp e UFRGS (do Rio Grande do Sul).

http://www.telecomonline.com.br/noticias/desenvolvimento-de-wimax-para-a-faixa-de-700-mhz-contara-com-recursos-de-funttel-e-finep

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Why iPhone from Verizon Wireless won't happen any time soon

MONDAY, AUGUST 17, 2009

Ever since Verizon Wireless (VZW) announced their LTE migration, I've noticed speculative news articles, blog posts, and tweets on LTE version of iPhone coming from VZW very soon. Some even speculate that the rumored tablet device from Apple will run on LTE network (see Verizon rumored to be pushing up LTE plans to Q1 2010, new Apple device the catalyst?). As I see it, all these seem like wishful thinkings; it is probably at least four to five years before you might even hear any concrete development (if indeed Apple and VZW decide to go in this direction) just because of the technical and market challenges of the early LTE deployments. The following are my reasons:

1. Nationwide LTE service is years away: If you follow VZW's LTE deployment plan, a nationwide LTE service won't happen until late 2013 or early 2014 (see Verizon clarifies LTE buildout plans). Similarly, NTT DoCoMo, one of the early LTE adopters, also sees a meaningful nationwide deployment some time around 2014 (50% coverage by 2014, see NTT DoCoMo plans LTE launch in late 2010). Also, the operators are just now reaping returns from 3G/3.5G services. They will milk their 3G investments as long as possible and will be reluctant to migrate to LTE so soon. So, for the foreseeable future, we will see a limited coverage of LTE networks at best. I doubt that Apple will offer a product that can only cover limited geographical area. One way to overcome this is to have a dual mode (CDMA2000 and LTE) iPhone but why bother including LTE data capability when CDMA2000 network (which VZW currently runs) already offers decent data service.

2. Commercial LTE chips also are years away: Although there have been announcements of LTE baseband modem chips (Qualcomm, LG, NTT DoCoMo, ST-Ericsson, and Samsung) and some prototypes (most notably, from LG and ST-Ericsson), it will take some time for companies to produce chips that meet market expectations. If you look at the previous case of 3G, the standard finalized roughly in 2000 and the first generation of modem chips had numerous performance issues (notably, power consumption) such that the handsets never were usable. Also, because most operators do not see any significant market for LTE in the near future, the demand for LTE modems will be limited and it will dampen the development progress. Now, one interesting factor is that Apple is rumored to be building their own iPhone chips (they acquired PA Semi a while ago which designs chips for mobile terminals). They can easily decide to start building LTE chips for their iPhones but it is unlikely that they could design and build an efficient enough chip so soon.

3. There is still no clear strategy for legacy (circuit switched) voice support in the initial LTE network deployment: If you follow the whole debate on how to support legacy voice calls, which is a hot topic in LTE standards community (see Voice Over LTE & the 'IMS Gap'), you will realize that it will take quite some time to get to a consensus among the major players because technically, the various proposed methods of resolving the legacy voice issue are substantially divergent. Until the operators have a clear universal solution to supporting voice, a full-fledged LTE handset which supports voice and data seamlessly will not be available and iPhone is no exception.

Any comment or feedback is welcome.

- Hyung

http://ltewatch.blogspot.com/2009/08/why-iphone-from-verizon-wireless-wont.html

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Huawei Advances in U.S. with Clearwire Announcement

The Chinese company gets added to Clearwire's list of suppliers of WiMAX equipment

By Sue Marek


Clearwire added Chinese vendor Huawei to its list of Wimax suppliers—a list that currently includes Motorola, Samsung, Cisco, Ciena and Dragonwave.

Clearwire is currently building a greenfield Wimax network in the US, and so far has launched its Clear-branded service in the cities of Portland, Atlanta and Las Vegas.

During a call with reporters this morning, Clearwire SVP and CTO John Saw said that Huawei will supply the firm with radio access network equipment including base stations, element management system components and other network hardware.

In particular, Saw said that Huawei was selected for Clearwire's network because it is the first vendor to make a multicarrier, four-transport base station that will provide extra capacity and streamlined deployment.

Huawei SVP of Marketing and product management Charlie Chen said the company has more than 2,000 engineers working on Wimax R&D, and has already shipped more than one million Wimax base stations.

Clearwire has said that by the end of 2010 it wants to cover 120 million POPs. The company will report its second quarter earnings later today.

http://www.businessweek.com/globalbiz/content/aug2009/gb20090812_991030.htm

Neotec quer acesso ao processo que resultou na consulta pública do MMDS

Marineide Marques
Anatel recusou o pedido de vista, mas entidade promete insistir no pleito junto ao conselho diretor.

A Neotec, associação que reúne as operadoras de MMDS, quer acesso aos autos do processo que resultou na proposta da consulta pública 31, que prevê a retirada de parte do espectro de 2,5 GHz das empresas de TV paga para destinação ao Serviço Móvel Pessoal (SMP). Segundo o presidente da entidade, Carlos André de Albuquerque, a Anatel recusou o primeiro pedido de vista feito pela entidade esta semana. “Vamos insistir no pedido, porque entendemos ser nosso direito conhecer os estudos e as considerações nas quais foram baseadas as decisões do conselho”, disse ele. Segundo Albuquerque, a Neotec está contatando o conselheiro João Rezende, relator do processo, para entender a negativa ao pedido de vistas.

Em apresentação no Congresso ABTA 2009 nesta terça-feira, 11, o presidente da Neotec criticou a proposta colocada em consulta pública pela Anatel. Ele defendeu que a implantação e a evolução de redes em 2,5 GHz vem sendo inviabilizada pela própria Anatel nos últimos anos de uma série de maneiras: instabilidade regulatória; constantes depoimentos públicos prejudiciais ao setor; e atos unilaterais sem amparo legal, como a não certificação dos equipamentos WiMAX para a faixa de 2,5 GHz.

A proposta defendida pela Neotec é de que a Anatel libere a certificação dos equipamentos e deixe as empresas ocuparem toda a faixa a que tem direito hoje, de 186 MHz. “Queremos que a agência estabeleça metas e nos cobre o resultado em 2016. A falta de crescimento do MMDS não foi por falta de investimento”, disse ele. Na avaliação de Albuquerque, as operadoras não tinham como investir antes porque não havia equipamento disponível e quando eles chegaram ao mercado a Anatel travou o processo com a não certificação dos sistemas. “Somos cobrados agora por uma inércia resultante da lentidão da própria agência”, disse ele.

http://www.telecomonline.com.br/noticias/neotec-quer-acesso-aos-autos-do-processo-que-resultou-na-consulta-publica-do-mmds

TV por assinatura tem de mudar discurso, diz deputado

terça-feira, 11 de agosto de 2009, 16h18

Embora o deputado federal Paulo Henrique Lustosa não esteja diretamente envolvido na discussão em torno do novo destino da faixa de 2,5 GHz, sua participação no painel sobre WiMAX na ABTA 2009 talvez tenha sido a que mais chamou a atenção. Para o deputado, o setor de TV por assinatura tem que mudar a argumentação se quiser convencer o governo a destinar mais espectro na faixa de 2,5 GHz para a TV por assinatura.

Lustosa acredita que o setor tem que tentar sensibilizar o governo e a Anatel com o argumento de que o serviço triple play como um todo deve ser objeto de política pública, e não apenas a banda larga. "A defesa do setor de TV por assinatura tem que ser pelo triple play, e não pela banda larga", disse ele.

O deputado explica que a questão da banda larga na faixa está resolvida pela proposta da Anatel, e mais ainda na medida em que o WiMAX passe operar em FDD. Assim, mesmo na divisão proposta na consulta pública, operadoras interessadas em disputar a faixa poderiam adquirir tanto blocos das pontas (FDD) como os do meio (TDD) e escolher qual a tecnologia usar, porque ambos podem operar em TDD e FDD.

O secretário de telecomunicações do Ministério das Comunicações, Roberto Pinto Martins, concorda. Ele explica que a consulta pública da faixa de 2,5 GHz foi baseada na crescente demanda pelos serviços de banda larga. "A consulta pública está mostrando o caminho onde nós queremos ir. As pessoas querem banda larga", disse ele, ressaltando que definitivamente não é a expansão da TV paga que está balizando a proposta da agência.

MMDS

Também estiveram presentes no painel duas fortes operadoras de TV paga que detém licenças de MMDS a partir da aquisição de outras empresas: a Sky (que adquiriu a TV Filme) e a Telefônica (que adquiriu a TVA). O desejo dessas operadoras, especialmente da Sky que não tem uma operação de banda larga, é claramente entrar no mercado de triple play. A faixa de MMDS seria usada para prestar serviços de banda larga através do WiMAX. "A variável mais importante é o espectro; não consigo ver um modelo de negócio de triple paly com 50 MHz", disse Roger Haick, diretor de novos negócios da Sky. "Embora tenha havido um bônus com a digitalização do MMDS, o mercado está mudando. A tendência é de demanda por mais espectro, e não por menos", reforça Marcos Bafutto, diretor de assuntos regulatórios da Telefônica.

Importante lembrar que existem diversas operações de WiMAX no mundo que usam menos de 50 MHz, como a própria Clearwire em alguns mercados e a Movilmax na Venezuela. MAs nenhuma delas presta serviço de TV por assinatura e muitas estão em estágios iniciais de operação, com poucos clientes e, portanto, com necessidades de espectro reduzidas. Nos EUA, a Clearwire tem 120 MHz de espectro na faixa de 2,5 GHz.

Helton Posseti

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=142760

Neotec pediu e Anatel negou estudos que basearam a consulta do 2,5 GHz

terça-feira, 11 de agosto de 2009, 22h36

O presidente da Neotec, Carlos André Albuquerque, revelou, durante o Congresso da ABTA, que pediu à Anatel todos os estudos que levaram à Anatel a formular a consulta pública nº 32 que dá nova destinação à faixa de 2,5 GHz. Na última segunda-feira, 10, à noite recebeu a resposta. Segundo ele, a Anatel negou porque "vai atrapalhar o processo".

Ara Minassian, superintendente de comunicação de massa da agência, explica que só é possível fornecer os estudos quando o processo voltar para a área de origem, no caso a Superintendência de Radiofrequência e Fiscalização. Albuquerque disse que vai insistir com o pedido ao conselheiro relator da matéria, João Rezende.

Helton Posseti

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=142785

Motorola e consultoria TMG apontam privilégio ao LTE na consulta pública

terça-feira, 11 de agosto de 2009, 22h25

"Nosso sentimento é de frustração". Foi assim que Marcos Takanohashi, diretor geral da área de Home & Network Mobility da Motorola recebeu a consulta pública número 32, que propõe a nova destinação para a faixa de 2,5 GHz. A frustração da Motorola basicamente se explica pelo tamanho da faixa que, no futuro, terá o SMP em comparação com o MMDS/SCM. "O modelo do SMP prevalecerá", diz ele. O SMP ficou com 70 MHz + 70 MHz, enquanto que o MMDS/SCM ficou com 50 MHz.

O executivo também fez outras críticas em relação à consulta pública. A proposta da Anatel, do ponto de vista técnico, vai dificultar a implantação tanto do WiMAX como do LTE. As duas tecnologias ficarão com pouco espectro. No caso do LTE as prestadoras serão obrigadas a usarem canais de 5 MHz, o que não é suficiente para explorar todos os recursos da tecnologia. Já o WiMAX, a consulta pública indica que caberiam duas operadoras na faixa (25 MHz para cada uma), uma vez que estabelece um limite de 25 MHz para cada operadora. "Do ponto de vista do fabricante só cabe um".

O LTE, segundo Takahonashi, está em uma posição até mais confortável, porque quando os operadores tiverem interesse comercial em utilizá-la ela poderá ter evoluído de tal forma que o espectro destinado seja suficiente.

Daniel Leza Betz, da consultoria americana TMG, também considera que a consulta pública poderia ter saído um pouco mais equilibrada. Primeiro, ele acredita que a prestação do MMDS em caráter secundário, significará que o MMDS "será praticamente eliminado do mercado". O serviço prestado em caráter secundário não tem nenhuma garantia contra interferência de outro serviço prestado em caráter primário na mesma faixa. Além disso, o executivo aponta a ausência da mobilidade para os 50 MHz em TDD (destinados ao MMDS/SMP) assimetria também mencionada por Ali Tabassi da Clearwire. Betz também citou a diferença entre a limitação de espectro para cada operadora em cada um dos blocos. Nos blocos FDD (SMP) a limitação é de 20 MHz + 20 MHz; no TDD (MMDS/SCM) é de 25 MHz. "Essas assimetrias regulatórias devem ser eliminadas", diz Betz.

As operadoras de TV paga Acom e Net Serviços, em POrto Alegre, questionaram ainda o fato de que hoje já operam com mais de 70 canais digitais de vídeo e que, com apenas 50 MHz, é impossível prestar o serviço de MMDS com esse modelo. "Como é que vamos garantir o direito do consumidor que paga esse serviço?", questionou a Net.

Ara Minassinan, superintendente de serviços de comunicação de massa da Anatel, até se mostrou sensibilizado com as apresentações, mas deu um recado: "Vocês tem que trazer dados concretos (à consulta pública) mostrando a situação atual. E não ficar tentando adivinhar o que vai acontecer no futuro", diz. Os executivos participaram nesta terça-feira, 11, da ABTA 2009.

Da Redação

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=142783

Para o presidente da Sky, proposta para a faixa de 2,5 GHz deve parar na Justiça.

Marineide Marques
Anatel desafia as operadoras de MMDS a convencê-la a mudar a proposta de uso da faixa

A proposta da Anatel de retirar parte do espectro das operadoras de TV paga em favor do Serviço Móvel Pessoal (SMP) deve parar na Justiça. A avaliação é do presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista, para quem as operadoras de MMDS deverão buscar todos os caminhos para assegurar seus direitos. “Se eu fosse dono de uma operação e o governo confiscasse o que me foi dado em contrato, eu iria buscar os meus direitos”, disse ele. A própria Sky é dona de uma operação de MMDS, a ITSA,adquirida no ano passado com o objetivo de complementar a oferta com o serviço de banda larga via WiMAX.

Baptista pondera que a Anatel erra ao atrelar o uso do espectro a um determinado serviço, no caso a TV paga. “O ideal seria receber o espectro e poder usá-lo como quiser”, disse ele, que deseja a faixa de 2,5 GHz apenas para banda larga. Na avaliação do executivo, o MMDS como serviço de TV por assinatura, acaba se prevalecer a proposta colocada em consulta pública pela Anatel, que reduz de 186 MHz para 50 MHz a faixa de espectro para essas operadoras a partir de 2016. “Ainda vamos avaliar o que fazer”, afirmou, referindo-se à ITSA.

Para o diretor de Planejamento da Sky, Roger Haick, não há modelo de negócios possível com 50 MHz. Em resposta, o superintendente de serviços de comunicação de massa da Anatel, Ara Apkar Minassian, desafiou as operadoras a participarem da consulta pública com contribuições “que tragam informações precisas sobre o mercado”, capazes de convencer a Anatel de que elas precisam de mais largura de banda. “Não adianta tentar só dizer o que vai acontecer no futuro”, afirmou Minassian, que participou do primeiro dia do Congresso ABTA 2009.

Ele evitou fazer comparações entre as várias tecnologias de TV paga, mas destacou que o cabo e o satélite (DTH) estão buscando seus nichos de mercado. “No MMDS, estamos rodando em círculos e muita gente não está fazendo nada”, disse ele, lembrando que em um ano, os novos players do mercado de DTH já abocanharam 1% do mercado de TV por assinatura.

http://www.telecomonline.com.br/noticias/para-o-presidente-da-sky-proposta-para-a-faixa-de-2-5-ghz-deve-parar-na-justica

Ausência de celulares baratos ainda inibe a 3G na América Latina

Marineide Marques
VP da Qualcomm aposta nos terminais de baixo custo e variedade de planos tarifários para disseminação da tecnologia

Celulares de terceira geração (3G) de baixo custo e oferta de uma maior variedade de planos tarifários serão decisivos para o crescimento da base de assinantes 3G na América Latina, na opinião da vice-presidente da Qualcomm para as Américas e Índia, Peggy Johnson. “Estamos bastante otimistas quanto ao futuro do WCDMA na região”, disse ela, que visita o Brasil esta semana e apresenta-se nesta quarta-feira no Congresso ABTA 2009.

Peggy destaca que apesar do esforço da indústria para disseminar a tecnologia, o mercado ainda carece de celulares 3G de baixo custo. A Qualcomm contabiliza cerca de 80 modelos na tecnologia 3G, mas quase que totalmente concentrados na faixa mais cara. No tocante aos planos tarifários para banda larga, o presidente da Qualcomm do Brasil, Paulo Breviglieri, destaca que as operadoras estão cada vez mais criativas na oferta de planos de dados que atendam aos vários perfis de clientes, em comparação à primeira fase da 3G, quando só havia planos ilimitados de dados.

Com base em pesquisas internacionais, Peggy avalia que a partir de 2010 o volume de celulares 3G deve ultrapassar as vendas de modelos de segunda geração. “As economias emergentes terão papel preponderante neste crescimento”, avaliou a executiva. Para a América Latina, a projeção é de que o mercado de reposição – com forte predominância da 3G – responda por 75% das vendas de celulares este ano. O porcentual deve crescer para 93% em 2014.

Na região, a expectativa é de que as vendas de terminais WCDMA ultrapassem os mercados dos Estados Unidos/Canadá, China, Índia e Japão até 2011. Além da maior densidade populacional da América Latina, o fenômeno pode ser explicado pelo fato de que a Índia ainda não licitou as frequências de 3G, ao passo que a China trabalha com um padrão próprio de terceira geração.

http://www.telecomonline.com.br/noticias/ausencia-de-celulares-baratos-ainda-inibe-a-3g-na-america-latina

TVs pagas já admitem o fim do MMDS

Por Fatima Fonseca
11 de agosto de 2009

Os operadores de TV por assinatura já formaram suas opiniões sobre o futuro do MMDS no país e elas estão divididas: a maioria afirma que, mantidas as atuais propostas de destinação das faixas de frequência de 2,5 GHz colocadas em consulta pública e que transferem 140 MHz do MMDS para o SMP até 2015 (reserva apenas 50 MHz para o MMDS) significa o fim das operações por micro-ondas no país. A exceção foi a presidente da TVA Leila Loria, que acredita que há chances de se reverter a proposta em discussão. O assunto foi um dos temas de destaque na abertura do congresso da ABTA 2009, aberto hoje em São Paulo. “O MMDS está ameaçado por uma consulta pública, inviabilizando a TV paga e a banda larga em várias cidades do país, indo na contramão da universalização da banda larga”, afirmou Alexandre Annenberg, presidente da ABTA.

“O MMDS do jeito que está a consulta pública vai acabar, porque deixa o espectro limitado”, completou o presidente da Sky, Luiz Eduardo Baptista. “Está-se cometendo um novo erro com o mesmo viés do passado”, afirmou, defendendo que o ideal seria um consenso, “ter um limite de dotação do espectro independente de freqüência”, o que não acontece, segundo ele, porque “não querem concorrência”. A Sky finalizou este ano a compra da ITSA (Mais TV, antiga TV Filme), operadora de MMDS com a intenção entrar no mercado de banda larga. “Agora, não sei o que vou fazer com essa operação”, afirmou.

O presidente da Net, José Felix, disse que sua maior preocupação hoje é com o cabo e não com o MMDS. A Net tem três operações em MMDS (em Curitiba, Porto Alegre e Recife) e o maior problema, segundo ele, é em Recife, onde a empresa tem 31 canais, que ocupam atualmente 186 MHz. “Não sei como vamos resolver em Recife, talvez, digitalizar, fazer um investimento para o remanejamento dos canais”. Para Felix, o maior problema é que o país está “dando um passo contrário à competição e pró-concentração. Não tenho dúvida de que as freqüências ficarão nas mãos dos grandes grupos”, destacou. A aposta da Net, no entanto, sempre foi no cabo, enfatizou.

Já a presidente da TVA está otimista quanto a possibilidade de se reverter a proposta colocada em consulta pública. “Estamos vivendo de novo o que houve há três anos, quando tivemos uma consulta pública parecida com essa, embora não tão drástica. Durantre 14 meses trabalhamos junto a Anatel e depois saiu o regulamento para a primeira rede multisserviços”, lembrou Leila Loria.

Anatel quer que operadoras de MMDS justifiquem queda no número de assinantes

Marineide Marques
Agência também monitora crescimento no número de pedidos por canal de retorno para prestação de banda larga

A Superintendência de Comunicação de Massa da Anatel quer que algumas operadoras de MMDS expliquem porque vêm registrando queda no tráfego em suas redes e encolhimento no número de assinantes. Segundo o superintendente da agência, Ara Apkar Minassian, foram enviadas correspondências para “quatro ou cinco” operadoras com este perfil. “Pegamos aquelas que mais chamaram a atenção pela redução do tráfego”, afirmou.

Ele explica que as informações poderão servir de subsídio para a próxima rodada de renovação de licenças de MMDS, prevista para 2013. “Eu preciso ter argumentos para justificar as decisões”, disse ele, que esteve presente nesta terça-feira, 11, no primeiro dia do Congresso ABTA 2009, organizado pela Converge Comunicação.

A Anatel também vem monitorando outro movimento por parte das operadoras de MMDS. Segundo Minassian, nas últimas semanas cresceu o número de empresas que recorreu à agência pedindo canal de retorno para prestação de serviço de banda larga. O canal é necessário para que as operadoras prestem o serviço de valor agregado (SVA) com a outorga de MMDS. “Não pediram antes porque não vislumbraram a oportunidade. E agora todo mundo quer?”, questionou Minassian, sugerindo que o recente interesse esteja diretamente ligado à discussão em torno da retirada de parte do espectro das operadoras de MMDS.

Segundo o superintendente da Anatel, menos de 40 empresas, de um total de 82 outorgas concedidas, tinham autorização da Anatel para oferta de banda larga como SVA. O canal de retorno era concedido de forma gratuita pela Anatel até 2006, quando a resolução 429 encerrou a prática ao reservar parte do espectro para o Serviço de Comunicação Multimídia (SCM).

http://www.telecomonline.com.br/noticias/anatel-quer-que-operadoras-de-mmds-justifiquem-queda-no-numero-de-assinantes

Clearwire diz que modelo brasileiro para 2,5 GHz não permite crescimento

terça-feira, 11 de agosto de 2009, 17h02

O vice-presidente de ecossistema e standard global da Clearwire, Ali Tabassi, comentou a nova destinação proposta pela Anatel à faixa de 2,5 GHz. Para ele, a proposta da Anatel impede o crescimento da operação de WiMAX. "50 MHz é bom para o começo, mas não dá oportunidade para crescer", diz ele lembrando que o espectro destinado ao MMDS pode ser ainda menor considerando a necessidade de uma banda de guarda de 5 MHz de cada lado. Tabassi também lembra que no modelo proposto caberia apenas uma operadora de WiMAX, ou duas com apenas 25 MHz cada. Em Portland nos EUA, a Clearwire iniciou a operação com 30 MHz, mas tem espaço para crescer até 120 MHz.

Outra crítica do executivo é com relação à proibição dos interessados em WiMAX de usar a tecnologia com mobilidade. O executivo afirma que o órgão regulador precisa "criar igualdade e não desigualdade", e pergunta: "por que o FDD é móvel e o TDD não é?", pergunta ele. Na verdade, a faixa FDD (das pontas do espectro) é móvel porque será destinada ao SMP, enquanto que o TDD (centro da faixa) é fixo porque ficou destinado ao SCM e ao MMDS. No edital de venda das novas faixas em 2,5 GHz, a Anatel poderá permitir a mobilidade na faixa de 2,5 GHz também para os blocos TDD, embora isso seja pouco provável uma vez que o debate em torno do assunto ainda está cru na agência.

Helton Posseti

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=142763

WiMAX usa só 30 MHz para a banda larga

Por Lia Ribeiro Dias
11 de agosto de 2009

Parceira das principais operadoras de cabo dos Estados Unidos no desenvolvimento de soluções de portabilidade para a plataforma WiMAX, a Clearwire está, no momento, desenvolvendo uma experiência em Portland, com velocidade média de 6,5 Mbps (pico de 19 Mbps) contra 1,4 Mbps em média da rede HSPA que opera na mesma cidade. Nessa experiência, para oferta da banda larga nessas velocidades são usados apenas 30 MHz.
A experiência da Clearwire, que está montando uma rede de inovação em WiMAX no Vale do Silício com parceiros como Intel, Cisco e Google, foi apresentada hoje, no Congresso ABTA 2009, que se realiza em São Paulo, por Ali Tabassi, responsável pela área de standards da empresa. Ele destacou, ainda, que o WiMAX já é uma tecnologia do presente, com um grande número de aplicações disponíveis e mais de cem tipos de dispositivos de acesso até o final do ano, número ampliado graças à utilização do WiFi como hot spot do backbone WiMAX.

Tanto Ali Tabassi quanto Tim Hewitt, executivo da WiMAX Fórum, deram destaque ao uso da plataforma WiMAX no provimento da banda larga, seja fixa seja em soluções de mobilidade. O que chamou a atenção do deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB/CE), um dos comentaristas. Ele observou que se é para fazer banda larga, e não vídeo, o MMDS não precisa de mais espectro dos que os 50 MHz que lhe estão destinados na consulta pública lançada pela Anatel. “Para conseguirem mais, os operadores precisam demonstrar que a oferta de triple play tem de ser encarada como política pública”. E esse, como reconheceu o secretário de Telecomunicações, Roberto Pinto Martins, não é o entendimento do governo, que na destinação das freqüências de 2,5 MHz, decidiu privilegiar a banda larga.,

ZyXEL entra na disputa pelo mercado brasileiro de acesso em banda larga

Marineide Marques
Portfólio cobre modems e soluções para 3G, ADSL, VDSL, WiMAX, GEPON, SDH e MetroEthernet.

A taiwanesa ZyXEL acaba de desembarcar no Brasil para disputar o mercado de acesso em banda larga, incluindo modems para terceira geração (3G) e WiMAX. O foco da companhia são os mercados de telecom e corporativo, os quais pretende atender a partir de uma estrutura de canais.

O diretor da empresa no Brasil, David Ambrozio de Oliveira, explica que a companhia chega com um portfólio de soluções para ADSL, VDSL, WiMAX, GEPON, SDH e MetroEthernet, além de roteadores 3G, que permitem o compartilhamento do acesso de terceira geração por meio de uma rede Wi-Fi.

Os equipamentos chegam via importação neste primeiro momento, mas Oliveira assegura que a produção local é só uma questão de tempo para os itens de maior volume, incentivada pelos benefícios fiscais do Processo Produtivo Básico (PPB). “Já conversamos com um parceiro e desenhamos o modelo tributário. Assim que tivermos volume, a produção local será viável”, disse. A expectativa é que o Brasil represente nos próximos dois anos algo em torno de 3% do faturamento global da ZyXEL, que atualmente gira em torno de 480 milhões de dólares por ano. A meta até dezembro é realizar negócios no valor de US$ 5 milhões.

A Seal Telecom foi escolhida como integradora das soluções ZyXEL junto à Telefônica e distribuidora master para o mercado corporativo. Outras parceiras devem atender outras operadoras, segundo Oliveira. Ele assegura que, no longo prazo, os produtos da empresa chegarão ao consumidor final também via varejo.


http://www.telecomonline.com.br/noticias/zyxel-entra-na-disputa-pelo-mercado-brasileiro-de-acesso-em-banda-larga

Tráfego mensal de dados móveis em 2014 será superior a 2008

terça-feira, 4 de agosto de 2009, 16h06

O volume mensal de tráfego de dados móveis em 2014 ultrapassará o total registrado durante todo o ano de 2008, de acordo com pesquisa da ABI Research. Segundo o relatório, no ano passado foram transferidos 1,3 exabytes de dados, e a projeção é que em 2014 esse número atingirá 1,6 exabytes por mês.

Jeff Orr, analista sênior da consultoria, diz que, enquanto atualmente a maioria dos dados transferidos é feita por meio de smartphones, no futuro mais da metade do tráfego será realizada por laptops com modems 3G ou 4G (LTE – Long Term Evolution).

Orr também avalia que o crescimento no volume de dados transferidos vai aumentar devido à maior mobilidade proporcionada pela tecnologia 4G. O analisa avalia ainda que, por causa da maior demanda por aparelhos portáteis com acesso à internet, o mercado apresentará uma variedade maior de dispositivos móveis, ampliando as vias de acesso à rede no mundo.

Da Redação

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=142423

ABTA: retirada de espectro e insegurança jurídica inviabilizam MMDS. | Marineide Marques

Presidente da entidade assegura que só a oferta de vídeo não sustenta o negócio, que tende a morrer.

A retirada de 140 MHz do espectro de 2,5 GHz detido pelas operadoras de TV via MMDS deve inviabilizar os negócios e marcar o fim das empresas, na avaliação do presidente da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), Alexandre Annenberg. “Com apenas 50 MHz não se vai a lugar algum”, disse ele. O executivo avalia que, além do fato de que a oferta só de vídeo não sustentar o negócio, os empresários não se sentirão seguros para investir na digitalização do serviço, medida necessária para otimizar o uso do espectro. “Quem vai investir em um cenário de insegurança jurídica?”, questiona.

Na semana passada, a Anatel aprovou consulta pública propondo a retirada de 140 MHz do total de 190 MHz da faixa de 2,5 GHz hoje controlada pelas operadoras de MMDS. A partir de 2013, as operadoras móveis devem ganhar parte do espectro para implementação de redes de quarta geração na tecnologia Long Term Evolution (LTE). “As celulares querem confiscar o espectro para uma tecnologia que só estará pronta daqui a cinco anos”, reclamou Annenberg.

Mesmo com a digitalização dos 50 MHz restantes, as operadoras só teriam condições de oferecer 50 canais sem alta definição. “A limitação mata o MMDS”, diz o presidente da ABTA, lembrando que os investimentos em digitalização feitos por algumas operadoras tinham o retorno baseado na oferta de serviços de voz e dados, que ocupariam o espectro disponível. Com a proposta de consulta pública, isso fica inviabilizado.

O uso da tecnologia WiMAX na faixa de 2,5 GHz é tema do segundo painel do Congresso ABTA 2009, que começa na terça-feira em São Paulo, sob organização da Converge Comunicações. É esperada a participação de Ali Tabassi, vice-presidente da Clearwire, operadora americana que planeja cobrir os Estados Unidos com uma rede WiMAX.

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Costa quer destinação da faixa de 2,5 GHz em concordância com política pública

Por Lúcia Berbert
04 de agosto de 2009

A realização de consulta pública pela Anatel sobre a destinação da faixa de 2,5 GHz não significa que a decisão sobre o uso da frequência esteja definida. A afirmação foi feita hoje pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, ao analisar a proposta que transfere 140 MHz da faixa do MMDS para a telefonia móvel até 2015. “Isso é uma consulta pública, onde vamos saber se é bom para a população, se é este o caminho a ser adotado, mas a gente não pode esquecer nunca que quem faz política pública de telecomunicações é o governo, não é a agência”, destacou.

Costa negou que a reserva da faixa para a telefonia móvel não resultará em monopólio no provimento de banda larga no país. “Nós vamos acompanhar a movimentação, no sentido de ver se existe qualquer vestígio de monopolização e se isso acontecer, vamos chamar a atenção para a discussão do processo e, se for preciso, intervir”, disse.

O ministro disse que a utilização da faixa de 2,5 GHz precisa assegurar que os pequenos provedores e as pequenas cidades sejam atendidos. “Não queremos que seja repetida aquela situação que nós vimos no passado, quando a empresa conseguiu a frequência e ficou cinco anos esperando para poder ter a solução sobre o oferecimento do serviço”, disse.

Costa disse que a Anatel deve aproveitar a consulta pública para melhorar a proposta, ouvindo todas as partes. Mas advertiu que antes de emitir o regulamento, o Minicom terá que ser ouvido para saber se a norma está de acordo com a política pública.

Para ABTA, sem espectro, o MMDS morre.

Por Fatima Fonseca
04 de agosto de 2009

O tema central nas discussões da edição 2009 da feira e congresso da ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) será a destinação da faixa de 2,5 GHz, usada atualmente pelos operadores de MMDS (TV paga por micro-ondas). A proposta da Anatel, colocada ontem em consulta pública, é de transferir, até 2015, 140 MHz do MMDS para o SMP (Serviço Móvel Pessoal), reservando apenas 50 MHz para o MMDS. "A operação do MMDS como serviço de vídeo não se sustenta. Ou as empresas são autorizadas a fornecer vídeo, voz e dados, ou o MMDS morre", afirmou hoje o presidente da ABTA, Alexandre Annenberg, na coletiva realizada para anunciar o congresso. O evento acontece na próxima semana, nos dias 11, 12 e 13, em São Paulo.

Annenberg voltou a reafirmar que o objetivo de uma política de telecomunicações no mundo convergente deveria atender a duas premissas, a da competição e da universalização da banda larga, enfatizando que o MMDS atende a esses dois requisitos. No caso da banda larga, destacou, pode ser usado hoje com a tecnologia WiMAX, e em alguns anos, com a LTE (tecnologia considerada de quarta geração da telefonia móvel). Para Annenberg, o que está havendo é "um confisco" de parte do espectro onde o MMDS atua. "As celulares querem confiscar parte do espectro para, daqui a cinco anos, usar a LTE e fazer banda larga, enquanto o MMDS pode oferecer a banda larga hoje, com a tecnologia WiMAX", afirmou.

Outros desafios

Outros desafios que também serão destaque no evento da ABTA são o ponto extra da TV por assinatura, o PL 29, em tramitação na Câmara dos Deputados, a ampliação da oferta de banda larga e como aumentar a penetração da TV por assinatura nas classes de poder econômico mais baixo.

Annenberg destacou que a feira e o congresso acontecem neste ano no momento em que a TV por assinatura completa 20 anos no país, e destacou alguns números do segmento, que encerrou 2008 com 6,3 milhões de assinantes, faturamento de R$ 9,3 bilhões e 16,8 mil empregados diretos. A estimativa para 2009 é de um faturamento de R$ 7 bilhões. No serviço de banda larga, a entidade estima crescimento de 30% sobre os 2,6 milhões de assinantes em 2008.

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Clearwire Launches in 10 New Markets

AUGUST 3, 2009
Clearwire LLC (Nasdaq: CLWR) has started selling mobile services in eight smaller Texas towns and cities as well as in Boise, Idaho, and Bellingham, Wash., and says that services will officially be launched on Sept. 1.

A company spokesman says that the Clear mobile service is available now in these markets through its online sales channel. Official market launches will happen at the start of September, much as Clear did in Atlanta and Las Vegas. (See Clearwire to Launch in Vegas on 21st, Clearwire Goes Live in Atlanta, and Clear to Roam Beyond Vegas.)

The operator is going back to its Texas origins with the new launches. Back in 2002 before Craig McCaw was involved with the operation, the company, then called "Clearwire Technologies," was talking about using mobile broadband to unwire local neighborhoods. (See A Clearwire Timeline .)

The Texan markets to be launched include:

Abilene
Amarillo
Corpus Christi
Lubbock
Midland/Odessa
Killeen/Temple
Waco
Wichita Falls
Clearwire says that it typically offers 3-Mbit/s to 6-Mbit/s download speeds over its WiMax network. The operator has just started to double the uplink speed that is typically offered to 1 Mbit/s. (See Clear Doubles Up in Oregon.)

Clearwire's move to launch a number of smaller markets answers a question that some had about how the operator would be in 80 markets by the end of 2010: Evidently not all of these are going to be major cities.

The Kirkland, Wash.-based operator has been working on its Texan strategy for a while. Unstrung first noted that Clearwire was busy hiring in Texas in November 2008. (See Clearwire on the Hiring Trail.)

The operator is expected to stay in the Lone Star State for its next major launch in the Dallas-Fort Worth area. (See Clearwire Gearing Up for Dallas & Seattle?)

— Dan Jones, Site Editor, Unstrung

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Consulta sobre 2,5 GHz inclui questões sobre compromissos de abrangência

03 de agosto de 2009
Tem início hoje a consulta pública da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) sobre a destinação da faixa de 2,5 GHz, que prevê a transferência, até 2015, de 140 MHZ do MMDS (TV paga por micro-ondas) para o SMP (Serviço Móvel Pessoal). As contribuições poderão ser feitas até o dia 16 de setembro. A consulta inclui o pedido de sugestões sobre compromissos de abrangência, cobertura e capacidade, aos interessados no uso dessas faixas de radiofreqüências, de forma a contribuir com o processo de disseminação do uso de aplicações de banda larga e inclusão digital no território brasileiro, inclusive em localidades com população inferior a 100 mil habitantes.

Pela proposta, até 31 de dezembro de 2012, o uso da faixa de radiofreqüências de 2.500 MHz a 2.690 MHz, será em caráter primário, sem exclusividade pelo MMDS. Aapós de 31 de dezembro de 2012, o uso das subfaixas de radiofreqüências de 2.500 MHz a 2.510 MHz e de 2.570 MHz a 2.630 MHz, será em caráter primário, sem exclusividade, e das subfaixas de radiofreqüências de 2.510 MHz a 2.570 MHz e de 2.630 MHz a 2.690 MHz, será em caráter secundário. Após de 31 de dezembro de 2015, o uso das subfaixas de radiofreqüências de 2.570 MHz a 2.620 MHz, será em caráter primário, sem exclusividade, e as demais subfaixas será em caráter secundário.

O texto estabelece também que o uso da subfaixa pelo MMDS decorrente de autorização existente ou de prorrogação de autorização, devem se adequar até as respectivas datas indicadas nas alíneas citadas. E que não seja expedida nova autorização de uso de radiofreqüência ou consignada nova radiofreqüência a estação já licenciada, para prestação do MMDS, nas subfaixas de radiofreqüências de 2500 MHz a 2.570 MHz e de 2.620 MHz a 2.690 MHz.

Na justificativa da proposta, a agência cita a LGT (Lei Geral de Telecomunicações) , que a autoriza a modificar, a qualquer tempo, a destinação de radiofreqüências ou faixas, desde que o interesse público ou o cumprimento de convenções ou tratados internacionais assim o determine, fixando prazo adequado e razoável para efetivação das mudanças. Ressalta também a conveniência de se adequar o uso da faixa às tendências internacionais e destaca que o PGR (Plane Geral de Atualização da Regulamentação das Telecomunicações) estabelece como propósito estratégico, massificar a banda larga por meio do estímulo ao surgimento de vários prestadores de acesso e do estímulo ao uso da infraestrutura existente, a criação de ambiente favorável ao surgimento e fortalecimento de novos prestadores de pequeno e médio porte em nichos específicos de mercado, como também a simplificação da regulamentação com vistas à convergência. (Da redação)

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Anatel quer privilegiar SCM nos 50 MHz que restaram ao MMDS

segunda-feira, 3 de agosto de 2009, 20h38

Além de ter sua faixa de operação reduzida de 190 MHz para 50 MHz a partir de 2015, o serviço de MMDS pode acabar perdendo o espaço que lhe resta para o Serviço de Comunicação Multimídia (SCM). Na consulta pública sobre a nova destinação da faixa de 2,5 GHz (disponível a partir desta segunda, 3, no site da Anatel), a agência incluiu um questionamento no fim do documento apontando para outros planos para o uso do bloco de 50 MHz onde o MMDS continuará tendo prioridade. A agência sugere o interesse em usar a subfaixa de 2.570 MHz a 2.620 MHz para expandir o SCM em pequenos municípios.

A questão que a agência pede contribuições trata da autorização do uso dessa subfaixa de forma que "promova a diversidade de prestadores do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) em municípios com população inferior a 100 mil habitantes". Pela proposta da Anatel, o bloco de 50 MHz que restará ao MMDS a partir de 2015 também pode ser usado em caráter primário pelo SCM. Hoje, os dois serviços dividem esta subfaixa, mas o MMDS tem uso exclusivo de outros 80 MHz na faixa de 2,5 GHz.

Adequação do MMDS

O interior da consulta deixa claro que as operadoras de MMDS, que hoje têm prioridade no uso da faixa e estão em funcionamento, não terão nenhum tratamento especial ao longo da transição da destinação da maior parte das radiofrequências para o SMP, mesmo com licenças emitidas antes da mudança no espectro. De acordo com a proposta, todo o uso das subfaixas, mesmo o decorrente de prorrogações das autorizações, deve ser adequado à nova realidade sugerida pela Anatel, não havendo nenhuma possível exceção para qualquer operadora.

Além disso, nenhuma autorização para uso de radiofrequência, mesmo aquelas associadas à estações já licenciadas, poderá ser emitida em favor das empresas de MMDS nos blocos redestinados ao SMP tão logo a reforma entre em vigor. Outra determinação é que as autorizações que ainda serão renovadas ficarão restritas ao uso da subfaixa de 2.570 MHz a 2.620 MHz, ou seja, ao bloco de 50 MHz que restará ao MMDS em caráter primário a partir de 2015 de acordo com a proposta da Anatel.

A proposta da Anatel prevê uma transição em três fases, uma imediata, outra em 2013 e conclusão em 2015. Até 31 de dezembro de 2012, os serviços de MMDS e SCM mantêm o caráter primário de uso da faixa, mas são incluídos em caráter secundários a oferta de STFC e SMP. Em 2013, os serviços de MMDS e SCM passam a ter prioridade apenas em 70 MHz da faixa, enquanto os demais 120 MHz passam a ser usados primariamente pelo SMP. Em 2015, conclui-se a mudança na destinação, consolidando o caráter primário para o SMP em 140 MHz da faixa e deixando o MMDS e o SCM apenas com os 50 MHz restantes.

Mariana Mazza

http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=142373

Necessidade "premente" de expandir SMP justifica mudança na 2,5 GHz

segunda-feira, 3 de agosto de 2009, 18h57

A Anatel iniciou nesta segunda-feira, 3, a consulta pública que pretende alterar a destinação da faixa que compreende as frequências de 2.500 MHz a 2.690 MHz. O documento aberto ao público no site da agência chama a atenção pela quantidade de "justificativas" para a alteração no espetro: 20 ao todo. A lista de considerações vai além das prerrogativas jurídicas da agência reguladora para promover alterações nas faixas de radiofrequência a qualquer tempo.

Muitos dos argumentos apresentados até agora, especialmente pelas operadoras móveis, para justificar a redução do MMDS no uso desta faixa são apresentados pela Anatel na consulta.

A intenção da agência de acompanhar as recomendações da União Internacional de Telecomunicações (UIT) aparece logo no topo da lista. A agência cita estudos feitos pelo órgão internacional sobre "novas aplicações dos sistemas móveis e de Acesso sem Fio em Banda Larga (BWA)" como um dos itens levados em consideração para a mudança na destinação da faixa e a necessidade de promover um "incremento da oferta de aplicações em Banda Larga, em particular da Banda Larga sem fio".

Ainda de acordo com a consulta, a agência ponderou sobre as recomendações da UIT e da Comissão Interamericana de Telecomunicações (Citel) de que a faixa privilegie o uso de aplicações "de sistemas de telecomunicações móveis que sigam as especificações IMT-2000" e evoluções dessas tecnologias. Mesmo citando claramente que um dos itens considerados foi o incentivo à inclusão digital com ofertas que "se coadunem às políticas públicas", nenhum documento com as citadas políticas foi listado no texto em consulta. A questão da inclusão digital foi identificada em dois itens, que citam o Plano Geral de atualização da Regulamentação no Brasil (PGR), elaborado no ano passado pela Anatel.

Preocupação com o SMP

Durante o anúncio da nova consulta, realizado na semana passada, os técnicos da Anatel negaram que tivessem "cedido" aos apelos das operadoras móveis por mais faixas de radiofrequências voltadas ao SMP. No entanto, as justificativas demonstram que a expansão da telefonia móvel foi bastante considerada pela agência. Uma das considerações cita "a necessidade premente de identificar faixas de radiofrequências em segmentos abaixo de 5 GHz para uso em aplicações móveis, que viabilizem e acelerem o processo de convergência das aplicações fixo-móveis, a exemplo do Serviço Móvel Pessoal - SMP, no qual foi observada acentuada penetração e massificação do serviço móvel nos últimos anos, aliadas ao crescimento vertiginoso das aplicações de banda larga móvel".

A Anatel também demonstra acreditar que a mudança trará novos investimentos para o setor e ampliará a competição "e a diversidade de serviços" a partir da oferta de novas tecnologias. De olho na procura que a faixa atrairá, a Anatel aproveitou para deixar claro que o preço por estas faixas será maior do que o Preço Público pelo Direito de Uso de Radiofrequências (PPDUR) e quem já o pagou pode receber uma nova fatura pelo uso desse pedaço do espectro.

Edital

A Anatel decidiu solicitar sugestões à sociedade sobre itens que provavelmente farão parte da elaboração de um futuro edital dessa faixa. A prática vem sendo bastante utilizada pela agência em suas últimas consultas à sociedade. No documento sobre a faixa de 2,5 GHz, a Anatel pede colaborações sobre uma eventual segmentação da faixa, voltada para aplicações "desenvolvidas pelas autorizatárias e concessionárias" de telefonia fixa sem fio.

A agência também indica estar interessada em impor obrigações associadas à pesquisa e desenvolvimento nas telecomunicações brasileiras. Um possível estabelecimento de compromissos de abrangência aos vitoriosos no futuro leilão também está na lista de assuntos incluídos na consulta.

Mariana Mazza

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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Para Sardenberg, base de assinantes do MMDS pesou na decisão, mas "jogo está aberto"

sexta-feira, 31 de julho de 2009, 20h10

O presidente da Anatel, embaixador Ronaldo Sardenberg, lembra que na questão da ocupação do espaço de 2,5 GHz, "o jogo ainda está aberto e as coisas podem mudar". Ele faz a afirmação ao ser confrontado com a hipótese de operadores de MMDS conquistarem, nos próximos anos, um número expressivo de assinantes de TV e banda larga, de modo a inviabilizar a redução de espectro proposta pela agência. "É o jogo do capitalismo: ganha quem fizer os investimentos", diz. Mas ele reconhece que o argumento que pesou contra o setor foi o reduzido número de assinantes. "Sem querer esfaquear ninguém, mas 300 mil assinantes não justifica a manutenção de tanto espectro", diz o presidente da Anatel. No entanto, os operadores costumam alegar que esses 300 mil assinantes foram conquistados em um cenário em que a digitalização do serviço e a expansão da oferta da banda larga eram ou incertas ou impossibilitadas pela regulamentação. "A nossa avaliação técnica é que é perfeitamente possível ao MMDS crescer e conquistar assinantes com o espectro que está sendo destinado a eles".

Competição

Perguntado se a proposta aprovada pelo conselho diretor visaria a ampliação do número de competidores ou a manutenção do cenário atual, Sardenberg relembrou que o quadro da banda larga móvel está em transformação. "Há dois anos, o WiMAX era a alternativa para a banda larga móvel, e hoje é uma das alternativas", concluiu. Sardenberg disse que, por conta de tempos de análise interna diferentes por parte dos técnicos da agência, não foi possível avaliar o regulamento de uso eficiente do espectro antes da decisão sobre a faixa de 2,5 GHz, o que seria o ideal, segundo o embaixador. Mas esse regulamento será importante para avaliar no futuro a ampliação das faixas para os operadores de SMP. As declarações foram dadas em entrevista exclusiva para a revista TELETIME de agosto, que circula na próxima semana.

Samuel Possebon

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