segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Justiça concede liminar à Neotec ampliando prazo da consulta sobre 2,5 GHz

Por Lúcia Berbert
09 de setembro de 2009

O juiz Alexandre Vidigal de Oliveira, da 20ª Vara Federal do Tribunal de Justiça de Brasília deferiu hoje a liminar no Mandado de Segurança Coletivo, impetrado pela Neotec, Associação dos Operadores de MMDS, contra demora da Anatel de disponibilizar os processos que embasaram a proposta de consulta pública da destinação da faixa de 2,5 GHz. O voto também determina a ampliação do prazo de contribuições àproposta, que deveria acabar no próximo dia 16, para 17 de outubro, ou seja, mais 44 dias a contar do dia 3.

Em seu relatório, o juiz sustenta que a plena e ampla divulgação de documentos com conteúdo público, com o direito à vista dos autos do processo administrativo ao interessado, “não podem ser suprimidos e nem ao menos limitados sob o argumento de dificuldades operacionais ou mesmo burocráticas a se viabilizá-los, ainda que em razão da elevada quantidade de interessados no acesso às informações”. Ele argumenta que, nos tempos atuais, onde se tem intensificado o meio eletrônico de informações, via internet, com a digitalização de dados a reduzirem volumosos processos ao denominado ambiente virtual, não se justifica dificultar o acesso a informações.

Desde o dia 3 deste mês a Anatel entregou os documentos ao presidente da Neotec, Carlos André de Albuquerque. Com a decisão de hoje, ele acredita que a entidade terá condições de “entender o que levou a Anatel a anunciar uma proposta que consideramos equivocada e um prazo maior para analisarmos o posicionamento da Neotec em relação à consulta pública”, disse.

A Neotec entende que a plataforma de MMDS pode levar serviços convergentes, principalmente banda larga, rapidamente para várias cidades brasileiras em condições extremamente competitivas e vantajosas para os consumidores.

A proposta da Anatel reduz, até 2015, para 50MHz a participação das operadoras de MMDS (TV paga por micro-ondas) na faixa de 2,5 GHz. Até agora, essas operadoras detém os 190 MHz da frequência. A expectativa da entidade é que a agência reveja esta posição e garanta, pelo menos, 110 MHz para as operadoras que usam essa tecnologia, como previa a proposta inicial. A proposta da Anatel beneficia a telefonia móvel com 140 MHz.

http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=13096&Itemid=105

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Marcadores

1.5 GHz (1) 16m (2) 2.5 GHz (60) 3.5 GHz (5) 3g (12) 4g (6) 700 MHz (2) abta (5) Acel (1) acom (1) alvarion (1) Anatel (40) Antonio Bedran (2) apple (1) Ara Minassian (4) atlanta (1) Bafuto (1) Bafutto (2) banda larga (1) bandal larga móvel (11) bsnl (2) BWDC-Metsanco (1) Câmara dos Deputados (5) cdma (2) claro (2) clearwire (20) Colombia (1) comcast (1) consulta pública (25) cpe (1) ctbc (1) Edilson Ribeiro (1) embratel (1) Emilia Ribeiro (2) espectro (4) estudo (7) europa (1) evdo (1) femtocell (1) finep (1) Francisco Soares (1) funttel (1) GSM Association (3) gvt (1) helio costa (1) HSPA (2) huawei (5) idc (1) india (3) João Rezende (7) las vegas (2) leilão (2) lte (24) lustosa (2) minicom (3) mmda (1) MMDS (54) Motorola (4) movilmax (1) Neotec (16) net (3) netbooks (1) nokia (1) notebooks (1) oferta (1) Oi (2) orange (2) peru (1) plano nacional de banda larga (1) pnad (1) Qualcomm (4) regulamentação (1) Ricardo Tavares (1) Roberto Pinto Martins (2) Ronaldo Sardenberg (2) russia (1) samsung (2) scartel (1) SCM (1) seae (1) siemens (1) Sky (1) soma (1) sprint (2) STFC (1) t-mobile (2) Telebrás (1) Telefônica (4) telenor (1) terminais (1) tim (2) time warner (1) tmg (1) trial (1) tva (2) UIT (2) UK (1) uso eficiente (1) Valente (1) verizon (2) vivo (4) WCDMA (1) wimax (53) wimax forum (2) xhom (1) yotta (1) zte (2) zyxel (1)

Colaboradores