sexta-feira, 19 de junho de 2009

Presidente da Telefônica não é contra as celulares na disputa pela faixa de 2,5 GHz

Por Miriam Aquino
18 de junho de 2009

Na acirrada disputa que se trava no Brasil entre as empresas de TV por assinatura por MMDS e as operadoras de celular em torno da frequência de 2,5 GHz (hoje destinada para a TV paga) o presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, afirmou ao Tele.Síntese que não há divergências entre a sua empresa e a Vivo, sua coligada, que defende a destinação de toda a faixa de 2,5 GHz para a telefonia celular. "A Telefônica jamais vai ser contra as operadoras de celular, até porque somos controladores de uma delas", afimou o executivo.

A difícil situação pela qual se encontra a Telefônica nessa discussão, que será decidida pela Anatel, é que de um lado controla, juntamente com a Portugal Telecom, a Vivo, que afirma precisar de mais frequência para oferecer serviços de banda larga para a população brasileira; e de outro lado, é dona da TVA, operadora de MMDS, que detém 190 MHz e gostaria de usar a faixa para oferecer banda larga com a tecnologia WiMAX. Para Valente, o melhor seria que a Anatel encontrasse uma solução que atendesse o interesse de todos.

Há uma proposta em estudo pela agência na qual as operadoras de MMDS perderiam mais banda do que havia sido sugerido anteriormente. Dos 190 MHz disponíveis, a agência manteria 80 MHz para as operadoras de TV paga, reservando os demais 110 MHz para as empresas de celular. Na primeira proposta, que já havia provocado reação dos atuais players de TV paga, a agência queria retirar apenas 80 MHz da TV paga. As celulares argumentam, no entanto, que a destinação de 80 MHz é muito pouco (pois só daria espaço para quatro players com 20 MHz) para empresas que têm milhões de usuários e precisam atender a forte demanda por acesso à internet. E acirram a campanha por ter direito a todo o espectro. Mas ficariam satisfeitas com 140 MHz.

O presidente da Net Serviços, José Antonio Félix, afirma, por sua vez, que a sua empresa ocupa toda a banda para oferecer serviços de TV paga, conforme determinam as regras da agência, e que não poderia abrir mão os 190 MHz. A Net tem operações de MMDS em Porto Alegre, Curitiba e Recife.

http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=12232&Itemid=105

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