quarta-feira, 14 de janeiro de 2009, 19h55
Depois de oito meses seguindo uma ordem informal do Conselho Diretor, a área técnica da Anatel está cobrando agora um posicionamento oficial da autarquia sobre a suspensão da homologação de equipamentos que utilizam a faixa de 2,5 GHz para a tecnologia WiMAX. Desde maio de 2008, a equipe responsável pela área de radiofreqüência da agência reguladora não tem homologado nem certificado equipamentos que serão usados nesta faixa do espectro, na espera que de que o Conselho Diretor delibere sobre a nova destinação dessas frequências para serviços que vão além do MMDS e do SCM.
Junto com o material sobre a alteração da destinação da faixa de 2,5 GHz, o grupo técnico da agência enviou ao Conselho Diretor processo sobre a suspensão da homologação e certificação de equipamentos. Segundo fontes da agência reguladora, o documento deveria ter sido encaminhado para o relator do processo de destinação, conselheiro Antonio Bedran. Mas por motivo desconhecido, acabou indo parar no gabinete da conselheira Emília Ribeiro, que deverá levar o material para a próxima reunião da autarquia, marcada para o dia 28 de janeiro. As outras peças da análise da faixa de 2,5 GHz também devem ser apresentadas neste encontro.
Ao contrário do que se possa imaginar, a área técnica não chegou a sugerir ao Conselho Diretor a retomada da homologação. Pelo menos, não de forma direta. O documento encaminhado, fruto de discussões do grupo técnico voltado para a área de certificação e fiscalização, pede somente que o comando da Anatel decida se a suspensão será mantida ou não. E caso seja mantida, que a ação seja formalizada, por meio de ato divulgado oficialmente aos interessados. Ou seja, a suspensão da homologação tem acontecido sem nenhuma ordem escrita dentro da agência.
Desconforto
A análise dos pedidos de certificação e homologação jamais foi suspensa de forma oficial. A decisão tomada pelo Conselho Diretor na verdade tem um aspecto de "orientação", conta a fonte. Mas como se trata de um indicativo do comando da agência, o escalão técnico seguiu o aviso à risca, o que tem gerado diversos desconfortos para a autarquia.
Membros do Congresso Nacional, como o deputado Paulo Bornhausen (DEM/SC), por mais de uma vez questionaram a inércia do órgão regulador em certificar e homologar os equipamentos que usam tecnologia WiMAX na faixa de 2,5 GHz. Além disso, empresas diretamente interessadas no caso têm reclamado da situação, inclusive em cartas direcionadas à Anatel. A Telefônica é a mais incomodada com a demora da agência.
Investimentos
Em carta encaminhada à Anatel no dia 26 de novembro de 2008, obtida com exclusividade por este noticiário, a concessionária deixa clara a sua insatisfação com a escolha feita pela Anatel de retardar as homologações. A empresa informa que, desde que conseguiu autorização da agência para operar MMDS, em julho de 2007, investiu mais de R$ 100 milhões na digitalização dos serviços, programas de expansão comercial e outras ações técnicas voltadas para o aumento do número de assinantes e melhoria na qualidade do serviço.
No entanto, a situação criada pela Anatel tem impossibilitado a Telefônica de oferecer produtos agregados a seus clientes de TV por assinatura, especialmente serviços de banda larga, segundo a reclamação da empresa. "Até o momento, em razão de não existirem equipamentos homologados para a prestação do serviço através da tecnologia WiMAX, continuamos sem a possibilidade de ofertar novos produtos, o que acaba restringindo a competição nos mercados onde atuamos", protesta a operadora.
SCM
Com a iminente aprovação do processo de revisão da destinação da faixa de 2,5 GHz, há uma expectativa de que, agora, a Anatel permita certificações e homologações destes equipamentos. Vale destacar que apenas a homologação é um ato exclusivo da Anatel, feito após a obtenção dos certificados de conformidade nos laboratórios de análise autorizados pela agência. Assim, a maior pendência é no âmbito da homologação, embora existam informações de que alguns pedidos de certificação continuam parados dentro da autarquia pelo mesmo motivo já citado.
Outro destaque que se faz necessário é que já existe destinação para o SCM da faixa de 2,5 GHz desde 2006, daí a existência de pedidos de homologação e certificação de equipamentos que usam a tecnologia WiMAX, voltados especificamente para a oferta de serviços em banda larga. Boa parte das operadoras de MMDS possui também licenças de SCM e, por isso, podem fazer essa oferta dupla de serviços usando a mesma faixa de radiofrequência.
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=112499
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Marcadores
1.5 GHz
(1)
16m
(2)
2.5 GHz
(60)
3.5 GHz
(5)
3g
(12)
4g
(6)
700 MHz
(2)
abta
(5)
Acel
(1)
acom
(1)
alvarion
(1)
Anatel
(40)
Antonio Bedran
(2)
apple
(1)
Ara Minassian
(4)
atlanta
(1)
Bafuto
(1)
Bafutto
(2)
banda larga
(1)
bandal larga móvel
(11)
bsnl
(2)
BWDC-Metsanco
(1)
Câmara dos Deputados
(5)
cdma
(2)
claro
(2)
clearwire
(20)
Colombia
(1)
comcast
(1)
consulta pública
(25)
cpe
(1)
ctbc
(1)
Edilson Ribeiro
(1)
embratel
(1)
Emilia Ribeiro
(2)
espectro
(4)
estudo
(7)
europa
(1)
evdo
(1)
femtocell
(1)
finep
(1)
Francisco Soares
(1)
funttel
(1)
GSM Association
(3)
gvt
(1)
helio costa
(1)
HSPA
(2)
huawei
(5)
idc
(1)
india
(3)
João Rezende
(7)
las vegas
(2)
leilão
(2)
lte
(24)
lustosa
(2)
minicom
(3)
mmda
(1)
MMDS
(54)
Motorola
(4)
movilmax
(1)
Neotec
(16)
net
(3)
netbooks
(1)
nokia
(1)
notebooks
(1)
oferta
(1)
Oi
(2)
orange
(2)
peru
(1)
plano nacional de banda larga
(1)
pnad
(1)
Qualcomm
(4)
regulamentação
(1)
Ricardo Tavares
(1)
Roberto Pinto Martins
(2)
Ronaldo Sardenberg
(2)
russia
(1)
samsung
(2)
scartel
(1)
SCM
(1)
seae
(1)
siemens
(1)
Sky
(1)
soma
(1)
sprint
(2)
STFC
(1)
t-mobile
(2)
Telebrás
(1)
Telefônica
(4)
telenor
(1)
terminais
(1)
tim
(2)
time warner
(1)
tmg
(1)
trial
(1)
tva
(2)
UIT
(2)
UK
(1)
uso eficiente
(1)
Valente
(1)
verizon
(2)
vivo
(4)
WCDMA
(1)
wimax
(53)
wimax forum
(2)
xhom
(1)
yotta
(1)
zte
(2)
zyxel
(1)
Nenhum comentário:
Postar um comentário