Mariana Mazza
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009, 18h19
Teve início nesta quinta-feira, 29, a consulta pública para a prorrogação por mais 15 anos das primeiras autorizações emitidas para empresas de MMDS. Em linhas gerais, o texto publicado no Diário Oficial não traz grandes revelações sobre os planos da Anatel para o serviço. A não ser por um ponto: a agência reguladora, pela primeira vez, resolveu deixar claro nos contratos de MMDS o seu direito de alterar a destinação das faixas e radiofreqüências "a qualquer tempo". É uma atribuição legal da agência, mas que não estava explícita no instrumento de outorga.
O texto sugerido para a cláusula 8ª nitidamente resguarda a Anatel para as mudanças que a agência pretende fazer na faixa de 2,5 GHz, usada hoje pelo MMDS e, em parte, pelo SCM. Na proposta, a autarquia lembra que poderá alterar "potências e outras características técnicas, desde que o interesse público ou o cumprimento de convenções ou tratados internacionais assim o determine".
No futuro, a Anatel pode se valer da citação a "convenções ou tratados internacionais" para modificar, como planejado, a faixa de 2,5 GHz. Isso porque a União Internacional de Telecomunicações (UIT) sugere que este espaço do espectro seja utilizado para a ampliação da terceira geração e evolução para tecnologias pós-3G. Note-se que a UIT apenas tem indicado este caminho, já que o órgão internacional pode propor destinações, mas não obrigar os países a seguirem sua sugestão já que a organização do espectro e sua exploração são direitos soberanos de cada país.
O plano da Anatel para o 2,5 GHz, até o momento, é incluir o Serviço Móvel Pessoal (SMP) nesta faixa, dando-lhe prioridade no uso das radiofrequências a partir de 2012. O debate sobre a mudança da destinação está suspenso desde que, na última terça-feira, 27, o relator da matéria, conselheiro Antônio Bedran, resolveu retirá-la da pauta do Conselho Diretor.
A consulta pública dos novos termos para o MMDS vai até o dia 8 de fevereiro. O período curto de exposição do texto á sociedade (apenas 10 dias) se deve ao iminente vencimento das autorizações que estão sendo prorrogadas. Os termos em vigor, expedidos em 1994, valem até 16 de fevereiro e serão renovados até 2024.
Esta é a primeira e única prorrogação possível das 11 autorizações pioneiras na oferta de MMDS. No entanto, ainda existem dezenas de licenças em vigor que ainda poderão ser prorrogadas por mais 15 anos. As licenças que estão prestes a vencer são detidas pelas empresas: Net Serviços (Curitiba, Porto Alegre e Recife), Telefônica Sistema de Televisão (Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo), TV Filme/ITSA (Belém, Brasília e Goiânia) e TV Show Brasil (Fortaleza).
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Consulta para prorrogação de MMDS durará 10 dias
terça-feira, 27 de janeiro de 2009, 18h49
Acertada que a vigência das autorizações de MMDS é de 15 anos, agora a Anatel irá acelerar os trabalhos para não perder o prazo de prorrogação dos termos. A consulta pública obrigatória para a ampliação dos contratos irá durar apenas 10 dias, prazo mínimo estabelecido no regimento interno da agência reguladora. O motivo é a proximidade do vencimento das autorizações, marcado para 10 de fevereiro deste ano.
O texto do Termo de Autorização para o MMDS a ser assinado pelas operadoras que quiserem prorrogar suas licenças deve ser divulgado ainda nesta semana. A expectativa é que a consulta tenha início até a próxima quinta-feira, 29. A confirmação da data será feita com a publicação do aviso da consulta no Diário Oficial da União.
Ao todo, onze licenças emitidas em 10 de fevereiro de 1992 devem ser prorrogadas, afetando cinco empresas: Net Serviços (Porto Alegre, Curitiba e Recife), Telefônica Sistema de Televisão (Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo), TV Filme/ITSA (Belém, Brasília e Goiânia) e TV Show Brasil (Fortaleza).
Comemoração contida
Operadores de MMDS ouvidos por este noticiário comemoraram a decisão da Anatel de reconhecer o direito à renovação. Entende-se que é o reconhecimento de um direito, o que afasta o temor de mudança de regras sobre contratos existentes. Comemoram também o fato de a Anatel não ter precipitado a discussão sobre o futuro da faixa de 2,5 GHz e tratar isso de maneira ponderada, como a regulamentação de um tema tão crítico exige.
Mas ainda há receios. Alguns operadores temem que a agência, ao final da consulta, utilize os árgumentos contrários ao pleito dos operadores de MMDS para encaminhar o fim do serviço ou a não renovação das outorgas. Mas, segundo um executivo ouvido, é um risco que sempre existe em qualquer processo público e transparente.
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=114764
Acertada que a vigência das autorizações de MMDS é de 15 anos, agora a Anatel irá acelerar os trabalhos para não perder o prazo de prorrogação dos termos. A consulta pública obrigatória para a ampliação dos contratos irá durar apenas 10 dias, prazo mínimo estabelecido no regimento interno da agência reguladora. O motivo é a proximidade do vencimento das autorizações, marcado para 10 de fevereiro deste ano.
O texto do Termo de Autorização para o MMDS a ser assinado pelas operadoras que quiserem prorrogar suas licenças deve ser divulgado ainda nesta semana. A expectativa é que a consulta tenha início até a próxima quinta-feira, 29. A confirmação da data será feita com a publicação do aviso da consulta no Diário Oficial da União.
Ao todo, onze licenças emitidas em 10 de fevereiro de 1992 devem ser prorrogadas, afetando cinco empresas: Net Serviços (Porto Alegre, Curitiba e Recife), Telefônica Sistema de Televisão (Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo), TV Filme/ITSA (Belém, Brasília e Goiânia) e TV Show Brasil (Fortaleza).
Comemoração contida
Operadores de MMDS ouvidos por este noticiário comemoraram a decisão da Anatel de reconhecer o direito à renovação. Entende-se que é o reconhecimento de um direito, o que afasta o temor de mudança de regras sobre contratos existentes. Comemoram também o fato de a Anatel não ter precipitado a discussão sobre o futuro da faixa de 2,5 GHz e tratar isso de maneira ponderada, como a regulamentação de um tema tão crítico exige.
Mas ainda há receios. Alguns operadores temem que a agência, ao final da consulta, utilize os árgumentos contrários ao pleito dos operadores de MMDS para encaminhar o fim do serviço ou a não renovação das outorgas. Mas, segundo um executivo ouvido, é um risco que sempre existe em qualquer processo público e transparente.
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=114764
Operadores de MMDS tentam última defesa antes de decisão da Anatel
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009, 18h40
A Neotec, associação que congrega operadores de MMDS (que operam na faixa de 2,5 GHz), entregou à Anatel nesta segunda, 26, um documento com os argumentos e posicionamentos da associação e das empresas associadas em relação aos três pontos que serão objeto de análise pela agência esta semana. Conforme informou este noticiário no dia 14, a Anatel deve deliberar em sua próxima reunião de conselho (que acontece esta semana) sobre a renovação das outorgas de MMDS que vencem dia 16 de fevereiro, sobre a certificação de equipamentos de WiMAX para a faixa de 2,5 GHz e sobre o futuro do uso da faixa.
Os argumentos da Neotec são conhecidos da Anatel e de quem acompanha a discussão, e basicamente vão na linha da concorrência. Para a Neotec, a UIT (União Internacional de Telecomunicações) não prevê, em nenhum momento, o uso da faixa de 2,5GHz exclusivamente para serviços móveis, e que a idéia é que esta faixa se preste, antes de mais nada, a serviços de banda larga fixos. Por esta razão, a demora da agência em certificar os equipamentos de WiMAX para a faixa de 2,5 GHz é injustificável, ainda mais em se tratando de uma ordem conhecida apenas verbalmente. Ou seja, não existe nenhuma manifestação escrita da Anatel e aprovada pelo conselho que justifique impedir o uso da faixa de 2,5 GHz para WiMax. Além disso, argumenta a associação, o MMDS é um serviço que, desde que foi regulamentado, em 1994, se presta a serviços de telecomunicações, inclusive de vídeo. Ou seja, não é uma mera modalidade de serviço de TV por assinatura, tanto é que a primeira operação de banda larga wireless no Brasil foi desenvolvida sobre uma rede de MMDS e a Resolução 429, de 2006, ratificou o uso da faixa para o SCM.
Sobre os contratos atuais, os operadores argumentam que há três anos foram iniciados os processos de renovação, como prevê a regulamentação, e em nenhum momento a Anatel sinalizou que não renovaria as licenças ou que alteraria as regras do jogo. Alguns operadores de MMDS chegam a dizer que a Anatel estará quebrando contratos e infringindo a regulamentação caso não renove as outorgas de MMDS nos casos em que o processo se deu de maneira correta. Hoje, as empresas de MMDS têm 186 MHz de espectro.
Para as empresas de MMDS, se a Anatel reservar o espectro de 2,5 GHz para os operadores de telefonia celular com base apenas nas perspectivas de evolução da tecnologia móvel (sobretudo a tecnologia LTE), a agência estará, em resumo, condenando o mercado a não ter outras alternativas de operadores de banda larga fixa e, no limite, sinalizando com uma reserva de mercado permanente às empresas móveis. A frase de um executivo resume bem o espírito dos operadores nesse momento: "o SMP não é sinônimo de wireless". Segundo apurou este noticiário, os operadores já têm um plano B no caso de não conseguirem junto à Anatel o resultado que consideram justo. Devem ir à Justiça.
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=114616
A Neotec, associação que congrega operadores de MMDS (que operam na faixa de 2,5 GHz), entregou à Anatel nesta segunda, 26, um documento com os argumentos e posicionamentos da associação e das empresas associadas em relação aos três pontos que serão objeto de análise pela agência esta semana. Conforme informou este noticiário no dia 14, a Anatel deve deliberar em sua próxima reunião de conselho (que acontece esta semana) sobre a renovação das outorgas de MMDS que vencem dia 16 de fevereiro, sobre a certificação de equipamentos de WiMAX para a faixa de 2,5 GHz e sobre o futuro do uso da faixa.
Os argumentos da Neotec são conhecidos da Anatel e de quem acompanha a discussão, e basicamente vão na linha da concorrência. Para a Neotec, a UIT (União Internacional de Telecomunicações) não prevê, em nenhum momento, o uso da faixa de 2,5GHz exclusivamente para serviços móveis, e que a idéia é que esta faixa se preste, antes de mais nada, a serviços de banda larga fixos. Por esta razão, a demora da agência em certificar os equipamentos de WiMAX para a faixa de 2,5 GHz é injustificável, ainda mais em se tratando de uma ordem conhecida apenas verbalmente. Ou seja, não existe nenhuma manifestação escrita da Anatel e aprovada pelo conselho que justifique impedir o uso da faixa de 2,5 GHz para WiMax. Além disso, argumenta a associação, o MMDS é um serviço que, desde que foi regulamentado, em 1994, se presta a serviços de telecomunicações, inclusive de vídeo. Ou seja, não é uma mera modalidade de serviço de TV por assinatura, tanto é que a primeira operação de banda larga wireless no Brasil foi desenvolvida sobre uma rede de MMDS e a Resolução 429, de 2006, ratificou o uso da faixa para o SCM.
Sobre os contratos atuais, os operadores argumentam que há três anos foram iniciados os processos de renovação, como prevê a regulamentação, e em nenhum momento a Anatel sinalizou que não renovaria as licenças ou que alteraria as regras do jogo. Alguns operadores de MMDS chegam a dizer que a Anatel estará quebrando contratos e infringindo a regulamentação caso não renove as outorgas de MMDS nos casos em que o processo se deu de maneira correta. Hoje, as empresas de MMDS têm 186 MHz de espectro.
Para as empresas de MMDS, se a Anatel reservar o espectro de 2,5 GHz para os operadores de telefonia celular com base apenas nas perspectivas de evolução da tecnologia móvel (sobretudo a tecnologia LTE), a agência estará, em resumo, condenando o mercado a não ter outras alternativas de operadores de banda larga fixa e, no limite, sinalizando com uma reserva de mercado permanente às empresas móveis. A frase de um executivo resume bem o espírito dos operadores nesse momento: "o SMP não é sinônimo de wireless". Segundo apurou este noticiário, os operadores já têm um plano B no caso de não conseguirem junto à Anatel o resultado que consideram justo. Devem ir à Justiça.
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=114616
Intel quer o WiMAX na 2,5 GHz, sem exclusividade.
Por Fátima Fonseca
27 de janeiro de 2009
Para a indústria, a decisão da Anatel em relação a destinação da faixa de frequência de 2,5 GHz, seja ela qual for, deve conferir à operadora a maior flexibilidade possível para que as demandas do mercado sejam atendidas, e oferecer neutralidade tecnológica. “Toda faixa deve ter mobilidade, mas há uma segunda questão importante, que é a neutralidade de tecnologia. Apesar de a Intel ter interesse no WiMAX, defendemos que as faixas sejam livres para que as operadoras decidam o que fazer”, diz Emílio Loures, gerente de novas tecnologias da Intel e responsável por questões regulatórias envolvendo WiMAX. A destinação da faixa de frequência de 2,5 GHz, hoje ocupada pela TV paga por MMDS (micro-ondas) estava na pauta da reunião deliberativa do conselho diretor da Anatel de hoje, mas o tema acabou sendo retirado de pauta, para maior estudo pela área técnica.
A Intel, diz Loures, vê com bons olhos a mobilidade para a faixa de 2,5 GHz, mas entende que com a ocupação do 2,5 GHz exclusivamente para celulares não é a melhor das alternativas. A proposta da área técnica da Anatel, de retirar 80 MHz dos atuais 190 MHz que estão disponíveis para o MMDS e reservá-los para a quarta geração da telefonia celular (LTE), não obteve consenso da maioria dos conselheiros, que preferiram adiar o debate para depois. Segundo fontes, há uma tendência de a Anatel reservar as frequências ocupadas pelo MMDS para a LTE. Se isto acontecer, o mercado vai perder muito do que pode oferecer, na avaliação de Loures. “Há uma demanda grande por inclusão digital, serviços de maior banda e se fechar a 2,5 GHz até uma determinada data, quando uma determinada tecnologia vai estar pronta, a gente perde, a maior parte dos municípios brasileiros não têm nada em 2,5 GHz”, comenta o especialista.
Loures esclarece que é contra fechar essa faixa tanto para o LTE quanto para o WiMAX e cita como exemplo os mercados onde essa questão evoluiu mais, como na Ásia, onde a Coréia tem soluções de WiMAX em 2,3 GHz e 2,5 GHz. “A Coréia Telecom tem serviço operacional nessa faixa e, nos Estados Unidos, operadoras de grande porte como a Sprint e a Clearware lançaram, no ano passado, as redes; no Japão, a KDDI está oferecendo serviços com componente forte de dados, enfim, são experiências nas quais o WiMAX se destaca”, exemplifica.
Mesmo no Brasil, acrescenta ele, as experiência com a tecnologia WiMAX, envolvendo vários fabricantes, mostraram bons resultados, com mobilidade, portabilidade, grande diferencial em dados. “Há uma demanda forte pelo serviço de vídeo e temos um ecossistema pronto e disponível em 2,5 GHz e em 3,5 GHz”, comenta o executivo da Intel. A TVA foi pioneira em fazer um piloto com WiMAX e, mais recentemente, a Telefônica iniciou seu trial. Entre outros, estão envolvidos nos projetos pilotos a Motorola, Samsung, Nortel, e a Cisco, que adquiriu a Navine.
Para a indústria, uma decisão da Anatel favorável ao WiMAX abriria uma possibilidade nova de negócios, em época de crise. “Qualquer possibilidade nova é importante para a indústria, ainda mais no cenário que estamos vivendo”, destaca.
http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10910&Itemid=105
27 de janeiro de 2009
Para a indústria, a decisão da Anatel em relação a destinação da faixa de frequência de 2,5 GHz, seja ela qual for, deve conferir à operadora a maior flexibilidade possível para que as demandas do mercado sejam atendidas, e oferecer neutralidade tecnológica. “Toda faixa deve ter mobilidade, mas há uma segunda questão importante, que é a neutralidade de tecnologia. Apesar de a Intel ter interesse no WiMAX, defendemos que as faixas sejam livres para que as operadoras decidam o que fazer”, diz Emílio Loures, gerente de novas tecnologias da Intel e responsável por questões regulatórias envolvendo WiMAX. A destinação da faixa de frequência de 2,5 GHz, hoje ocupada pela TV paga por MMDS (micro-ondas) estava na pauta da reunião deliberativa do conselho diretor da Anatel de hoje, mas o tema acabou sendo retirado de pauta, para maior estudo pela área técnica.
A Intel, diz Loures, vê com bons olhos a mobilidade para a faixa de 2,5 GHz, mas entende que com a ocupação do 2,5 GHz exclusivamente para celulares não é a melhor das alternativas. A proposta da área técnica da Anatel, de retirar 80 MHz dos atuais 190 MHz que estão disponíveis para o MMDS e reservá-los para a quarta geração da telefonia celular (LTE), não obteve consenso da maioria dos conselheiros, que preferiram adiar o debate para depois. Segundo fontes, há uma tendência de a Anatel reservar as frequências ocupadas pelo MMDS para a LTE. Se isto acontecer, o mercado vai perder muito do que pode oferecer, na avaliação de Loures. “Há uma demanda grande por inclusão digital, serviços de maior banda e se fechar a 2,5 GHz até uma determinada data, quando uma determinada tecnologia vai estar pronta, a gente perde, a maior parte dos municípios brasileiros não têm nada em 2,5 GHz”, comenta o especialista.
Loures esclarece que é contra fechar essa faixa tanto para o LTE quanto para o WiMAX e cita como exemplo os mercados onde essa questão evoluiu mais, como na Ásia, onde a Coréia tem soluções de WiMAX em 2,3 GHz e 2,5 GHz. “A Coréia Telecom tem serviço operacional nessa faixa e, nos Estados Unidos, operadoras de grande porte como a Sprint e a Clearware lançaram, no ano passado, as redes; no Japão, a KDDI está oferecendo serviços com componente forte de dados, enfim, são experiências nas quais o WiMAX se destaca”, exemplifica.
Mesmo no Brasil, acrescenta ele, as experiência com a tecnologia WiMAX, envolvendo vários fabricantes, mostraram bons resultados, com mobilidade, portabilidade, grande diferencial em dados. “Há uma demanda forte pelo serviço de vídeo e temos um ecossistema pronto e disponível em 2,5 GHz e em 3,5 GHz”, comenta o executivo da Intel. A TVA foi pioneira em fazer um piloto com WiMAX e, mais recentemente, a Telefônica iniciou seu trial. Entre outros, estão envolvidos nos projetos pilotos a Motorola, Samsung, Nortel, e a Cisco, que adquiriu a Navine.
Para a indústria, uma decisão da Anatel favorável ao WiMAX abriria uma possibilidade nova de negócios, em época de crise. “Qualquer possibilidade nova é importante para a indústria, ainda mais no cenário que estamos vivendo”, destaca.
http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10910&Itemid=105
Bedran quer estudar melhor revisão do 2,5 GHz
terça-feira, 27 de janeiro de 2009, 15h45
A deliberação mais esperada pelas operadoras de telecomunicações na reunião do Conselho Diretor da Anatel desta terça-feira, 27, acabou não acontecendo. O conselheiro Antonio Bedran decidiu retirar de pauta a proposta de alteração da Resolução 429/2006, que estabelece o Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofreqüências nas Faixas de 2.170 MHz a 2.182 MHz e de 2.500 MHz a 2.690 MHz. Segundo informações da agência, Bedran quer "estudar melhor" o caso.
A proposta, antecipada por este noticiário em 14 de janeiro, pretende basicamente colocar o Serviço Móvel Pessoal (SMP) como serviço primário na faixa de 2,5 GHz a partir de 2012. Assim, as operadoras de MMDS só teriam prioridade no uso dessas frequências por mais três anos.
É provável que os apelos das operadoras de MMDS tenham relação com a suspensão do tema. Nessa segunda, 26, a associação Neotec, que representa essas empresas em operação na faixa de 2,5 GHz, encaminhou documento à Anatel apresentando argumentos pela manutenção dos contratos atuais.
A associação ataca o principal álibi da Anatel para a mudança: o fato de a União Internacional de Telecomunicações (UIT) ter sugerido que a faixa de 2,5 GHz seja usada para a expansão do 3G. Apesar dessa categoria de tecnologia ser normalmente associada a serviços móveis, a Neotec lembra que não há uma definição da UIT expressando claramente que essas frequências devem ser utilizadas exclusivamente por operadoras celulares.
A indicação da UIT é que a faixa privilegie o uso de tecnologias 3G, da qual o WiMAX faz parte desde 2007 mesmo sendo um sistema usado para o provimento de banda larga fixa. Para os associados da Neotec, a designação da faixa para o SMP condena o mercado a não ter possibilidade de escolha na banda larga, privilegiando a oferta das móveis.
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=114737
A deliberação mais esperada pelas operadoras de telecomunicações na reunião do Conselho Diretor da Anatel desta terça-feira, 27, acabou não acontecendo. O conselheiro Antonio Bedran decidiu retirar de pauta a proposta de alteração da Resolução 429/2006, que estabelece o Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofreqüências nas Faixas de 2.170 MHz a 2.182 MHz e de 2.500 MHz a 2.690 MHz. Segundo informações da agência, Bedran quer "estudar melhor" o caso.
A proposta, antecipada por este noticiário em 14 de janeiro, pretende basicamente colocar o Serviço Móvel Pessoal (SMP) como serviço primário na faixa de 2,5 GHz a partir de 2012. Assim, as operadoras de MMDS só teriam prioridade no uso dessas frequências por mais três anos.
É provável que os apelos das operadoras de MMDS tenham relação com a suspensão do tema. Nessa segunda, 26, a associação Neotec, que representa essas empresas em operação na faixa de 2,5 GHz, encaminhou documento à Anatel apresentando argumentos pela manutenção dos contratos atuais.
A associação ataca o principal álibi da Anatel para a mudança: o fato de a União Internacional de Telecomunicações (UIT) ter sugerido que a faixa de 2,5 GHz seja usada para a expansão do 3G. Apesar dessa categoria de tecnologia ser normalmente associada a serviços móveis, a Neotec lembra que não há uma definição da UIT expressando claramente que essas frequências devem ser utilizadas exclusivamente por operadoras celulares.
A indicação da UIT é que a faixa privilegie o uso de tecnologias 3G, da qual o WiMAX faz parte desde 2007 mesmo sendo um sistema usado para o provimento de banda larga fixa. Para os associados da Neotec, a designação da faixa para o SMP condena o mercado a não ter possibilidade de escolha na banda larga, privilegiando a oferta das móveis.
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=114737
Anatel conclui: licenças de MMDS valem por 15 anos, renováveis
terça-feira, 27 de janeiro de 2009, 15h43
A teoria defendida pelo conselheiro Plínio Aguiar Júnior de que as primeiras licenças emitidas pela União para o serviço de MMDS valeriam apenas por 10 anos, renováveis, foi derrubada na manhã desta terça-feira, 27. O Conselho Diretor da Anatel deliberou sobre o assunto e a maioria concluiu que a regra que valida as licenças por 15 anos vale também para estas primeiras autorizações. Votaram a favor da vigência por 15 anos Ronaldo Sardenberg (presidente), Emília Ribeiro e Antonio Bedran.
Com a decisão da Anatel, essas licenças, onze em vigor, vencerão em fevereiro deste ano. Agora, a agência deverá dar continuidade ao processo de prorrogação das autorizações, estendendo sua validade até 2024. Para isso, a reguladora deverá promover uma consulta pública com os termos da prorrogação. Caso a teoria de Aguiar Júnior tivesse prevalecido, as licenças já teriam sido renovadas automaticamente em 2004 e valeriam até 2014.
A tendência de ratificação da validade por 15 anos já estava exposta em outras instâncias da Anatel. As áreas técnica e jurídica da agência não tinham dúvidas de que as atualizações da Norma para Serviços de Sinais Multiponto Multicanal (MMDS) feitas em 1996 e 1997, alterando de 10 para 15 anos a vigência das licenças, também beneficiava as autorizações emitidas pelo Ministério das Comunicações no período pré-privatização.
As onze licenças concedidas na década de 90 e ainda em vigor estão nas mãos de cinco empresas: Net Serviços(Curitiba, Porto Alegre e Recife), Telefônica Sistema de Televisão (Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo), TV Filme/ITSA (Belém, Brasília e Goiânia) e TV Show Brasil (Fortaleza).
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=114736
A teoria defendida pelo conselheiro Plínio Aguiar Júnior de que as primeiras licenças emitidas pela União para o serviço de MMDS valeriam apenas por 10 anos, renováveis, foi derrubada na manhã desta terça-feira, 27. O Conselho Diretor da Anatel deliberou sobre o assunto e a maioria concluiu que a regra que valida as licenças por 15 anos vale também para estas primeiras autorizações. Votaram a favor da vigência por 15 anos Ronaldo Sardenberg (presidente), Emília Ribeiro e Antonio Bedran.
Com a decisão da Anatel, essas licenças, onze em vigor, vencerão em fevereiro deste ano. Agora, a agência deverá dar continuidade ao processo de prorrogação das autorizações, estendendo sua validade até 2024. Para isso, a reguladora deverá promover uma consulta pública com os termos da prorrogação. Caso a teoria de Aguiar Júnior tivesse prevalecido, as licenças já teriam sido renovadas automaticamente em 2004 e valeriam até 2014.
A tendência de ratificação da validade por 15 anos já estava exposta em outras instâncias da Anatel. As áreas técnica e jurídica da agência não tinham dúvidas de que as atualizações da Norma para Serviços de Sinais Multiponto Multicanal (MMDS) feitas em 1996 e 1997, alterando de 10 para 15 anos a vigência das licenças, também beneficiava as autorizações emitidas pelo Ministério das Comunicações no período pré-privatização.
As onze licenças concedidas na década de 90 e ainda em vigor estão nas mãos de cinco empresas: Net Serviços(Curitiba, Porto Alegre e Recife), Telefônica Sistema de Televisão (Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo), TV Filme/ITSA (Belém, Brasília e Goiânia) e TV Show Brasil (Fortaleza).
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=114736
Anatel quer renovar licenças de MMDS, mas adia decisão sobre a faixa de 2,5 GHz.
Por Lúcia Berbert
27 de janeiro de 2009
A proposta de renovação por um período de 15 anos das outorgas de TV paga por MMDS (microondas) foi decidida, hoje, na primeira reunião de 2009 do Conselho Diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que irá lançar consulta pública sobre o novo termo de autorização do serviço. Já o regulamento sobre destinação da faixa de frequência de 2,5 GHz foi retirado de pauta, para maior estudo pela área técnica.
A proposta de renovação das outorgas de MMDS foi aprovada nos termos propostos pela conselheira Emília Ribeiro. O relator da matéria, Plínio de Aguiar, havia considerado a renovação por apenas mais 10 anos, mas foi derrotado pelos demais conselheiros. Atualmente 11 outorgas poderão ser beneficiadas pela decisão, das operadoras de TV por assinatura que operam por MMDS.
Em relação a alteração do Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofrequências nas Faixas de 2.170 MHz a 2.182 MHz e de 2.500 MHz a 2.690 MHz, a proposta da área técnica da agência, de retirar 80 MHz dos atuais 190 MHz que estão disponíveis para o MMDS e reservá-los para a quarta geração da telefonia celular (a LTE), não obteve consenso nem da maioria dos conselheiros, que preferiram adiar o debate.
Empresas
A proposta do Termo de Autorização do Serviço de Distribuição de Sinais Multiponto Multicanal (MMDS), vai permitir a renovação das licenças da Net, em Recife e Fortaleza; da TV Filme, em Goiânia, Brasília e Belém; Telefônica Sistema de Televisão (ex-TVA), no Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo; TV show, em Fortaleza; e Horizinte Sul Comunicação, em Porto Alegre.
As licenças vencem em fevereiro deste ano. Por esta razão, o prazo para consulta pública será de apenas 10 dias, a contar depois da publicação da proposta no Diário Oficial da União, que deve ocorrer ainda esta semana.
http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10907&Itemid=105
27 de janeiro de 2009
A proposta de renovação por um período de 15 anos das outorgas de TV paga por MMDS (microondas) foi decidida, hoje, na primeira reunião de 2009 do Conselho Diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que irá lançar consulta pública sobre o novo termo de autorização do serviço. Já o regulamento sobre destinação da faixa de frequência de 2,5 GHz foi retirado de pauta, para maior estudo pela área técnica.
A proposta de renovação das outorgas de MMDS foi aprovada nos termos propostos pela conselheira Emília Ribeiro. O relator da matéria, Plínio de Aguiar, havia considerado a renovação por apenas mais 10 anos, mas foi derrotado pelos demais conselheiros. Atualmente 11 outorgas poderão ser beneficiadas pela decisão, das operadoras de TV por assinatura que operam por MMDS.
Em relação a alteração do Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofrequências nas Faixas de 2.170 MHz a 2.182 MHz e de 2.500 MHz a 2.690 MHz, a proposta da área técnica da agência, de retirar 80 MHz dos atuais 190 MHz que estão disponíveis para o MMDS e reservá-los para a quarta geração da telefonia celular (a LTE), não obteve consenso nem da maioria dos conselheiros, que preferiram adiar o debate.
Empresas
A proposta do Termo de Autorização do Serviço de Distribuição de Sinais Multiponto Multicanal (MMDS), vai permitir a renovação das licenças da Net, em Recife e Fortaleza; da TV Filme, em Goiânia, Brasília e Belém; Telefônica Sistema de Televisão (ex-TVA), no Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo; TV show, em Fortaleza; e Horizinte Sul Comunicação, em Porto Alegre.
As licenças vencem em fevereiro deste ano. Por esta razão, o prazo para consulta pública será de apenas 10 dias, a contar depois da publicação da proposta no Diário Oficial da União, que deve ocorrer ainda esta semana.
http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10907&Itemid=105
Celulares pedem à Anatel toda a frequência do MMDS
Por Miriam Aquino
15 de janeiro de 2009
A disputa pela ocupação da frequência de 2,5 GHz (escolhida como um dos padrões mundiais para acolher a quarta geração da telefonia móvel) é que motivou a Anatel a retirar de pauta a retomada das licitações de TV paga por MMDS (via microondas) e restringir a concessão de novas licenças à TV a cabo.
E as celulares resolveram entrar na briga para valer. A Acel (entidade que representa as operadoras móveis) enviou, no ano passado, uma carta à Anatel formalizando o pleito para a destinação integral da faixa do MMDS para o Serviço Móvel Pessoal (SMP). Para as móveis, a proposta formulada pela área técnica da agência, de retirar 80 MHz do MMDS de um total de 190 MHz que elas possuem hoje, é pouco. “Com esses 80 MHz, quatro empresas de celular ficarão com 10 MHz cada, o que é muito pouco para a oferta da banda larga móvel”, argumenta um executivo. Hoje as celulares têm um total de 80 MHz cada, divididos em diferentes faixas de freqüência.
O interessante da posição da Acel é que ela também está falando em nome da Vivo, empresa que tem como sócia a Telefônica, que defende a manutenção da faixa de 2,5 GHz para o MMDS.
Os operadores de TV por assinatura, por sua vez, reagem até mesmo à proposta da área técnica da Anatel, de perderem um quinhão de sua freqüência. Argumentam que precisariam de todo o espectro para competir no mercado de vídeo e de dados.
Além da pressão do mercado, o próprio conselho diretor da Anatel está dividido quanto a esta questão. Há quem ache que a proposta da área técnica de destinar apenas 80 MHz para a LTE (quarta geração) é muito tímida e o ideal seria mesmo alocar maior parte desse espectro para os serviços móveis.
http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10801&Itemid=105
15 de janeiro de 2009
A disputa pela ocupação da frequência de 2,5 GHz (escolhida como um dos padrões mundiais para acolher a quarta geração da telefonia móvel) é que motivou a Anatel a retirar de pauta a retomada das licitações de TV paga por MMDS (via microondas) e restringir a concessão de novas licenças à TV a cabo.
E as celulares resolveram entrar na briga para valer. A Acel (entidade que representa as operadoras móveis) enviou, no ano passado, uma carta à Anatel formalizando o pleito para a destinação integral da faixa do MMDS para o Serviço Móvel Pessoal (SMP). Para as móveis, a proposta formulada pela área técnica da agência, de retirar 80 MHz do MMDS de um total de 190 MHz que elas possuem hoje, é pouco. “Com esses 80 MHz, quatro empresas de celular ficarão com 10 MHz cada, o que é muito pouco para a oferta da banda larga móvel”, argumenta um executivo. Hoje as celulares têm um total de 80 MHz cada, divididos em diferentes faixas de freqüência.
O interessante da posição da Acel é que ela também está falando em nome da Vivo, empresa que tem como sócia a Telefônica, que defende a manutenção da faixa de 2,5 GHz para o MMDS.
Os operadores de TV por assinatura, por sua vez, reagem até mesmo à proposta da área técnica da Anatel, de perderem um quinhão de sua freqüência. Argumentam que precisariam de todo o espectro para competir no mercado de vídeo e de dados.
Além da pressão do mercado, o próprio conselho diretor da Anatel está dividido quanto a esta questão. Há quem ache que a proposta da área técnica de destinar apenas 80 MHz para a LTE (quarta geração) é muito tímida e o ideal seria mesmo alocar maior parte desse espectro para os serviços móveis.
http://www.telesintese.ig.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10801&Itemid=105
Hora da verdade na homologação do WiMAX na faixa de 2,5 GHz
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009, 19h55
Depois de oito meses seguindo uma ordem informal do Conselho Diretor, a área técnica da Anatel está cobrando agora um posicionamento oficial da autarquia sobre a suspensão da homologação de equipamentos que utilizam a faixa de 2,5 GHz para a tecnologia WiMAX. Desde maio de 2008, a equipe responsável pela área de radiofreqüência da agência reguladora não tem homologado nem certificado equipamentos que serão usados nesta faixa do espectro, na espera que de que o Conselho Diretor delibere sobre a nova destinação dessas frequências para serviços que vão além do MMDS e do SCM.
Junto com o material sobre a alteração da destinação da faixa de 2,5 GHz, o grupo técnico da agência enviou ao Conselho Diretor processo sobre a suspensão da homologação e certificação de equipamentos. Segundo fontes da agência reguladora, o documento deveria ter sido encaminhado para o relator do processo de destinação, conselheiro Antonio Bedran. Mas por motivo desconhecido, acabou indo parar no gabinete da conselheira Emília Ribeiro, que deverá levar o material para a próxima reunião da autarquia, marcada para o dia 28 de janeiro. As outras peças da análise da faixa de 2,5 GHz também devem ser apresentadas neste encontro.
Ao contrário do que se possa imaginar, a área técnica não chegou a sugerir ao Conselho Diretor a retomada da homologação. Pelo menos, não de forma direta. O documento encaminhado, fruto de discussões do grupo técnico voltado para a área de certificação e fiscalização, pede somente que o comando da Anatel decida se a suspensão será mantida ou não. E caso seja mantida, que a ação seja formalizada, por meio de ato divulgado oficialmente aos interessados. Ou seja, a suspensão da homologação tem acontecido sem nenhuma ordem escrita dentro da agência.
Desconforto
A análise dos pedidos de certificação e homologação jamais foi suspensa de forma oficial. A decisão tomada pelo Conselho Diretor na verdade tem um aspecto de "orientação", conta a fonte. Mas como se trata de um indicativo do comando da agência, o escalão técnico seguiu o aviso à risca, o que tem gerado diversos desconfortos para a autarquia.
Membros do Congresso Nacional, como o deputado Paulo Bornhausen (DEM/SC), por mais de uma vez questionaram a inércia do órgão regulador em certificar e homologar os equipamentos que usam tecnologia WiMAX na faixa de 2,5 GHz. Além disso, empresas diretamente interessadas no caso têm reclamado da situação, inclusive em cartas direcionadas à Anatel. A Telefônica é a mais incomodada com a demora da agência.
Investimentos
Em carta encaminhada à Anatel no dia 26 de novembro de 2008, obtida com exclusividade por este noticiário, a concessionária deixa clara a sua insatisfação com a escolha feita pela Anatel de retardar as homologações. A empresa informa que, desde que conseguiu autorização da agência para operar MMDS, em julho de 2007, investiu mais de R$ 100 milhões na digitalização dos serviços, programas de expansão comercial e outras ações técnicas voltadas para o aumento do número de assinantes e melhoria na qualidade do serviço.
No entanto, a situação criada pela Anatel tem impossibilitado a Telefônica de oferecer produtos agregados a seus clientes de TV por assinatura, especialmente serviços de banda larga, segundo a reclamação da empresa. "Até o momento, em razão de não existirem equipamentos homologados para a prestação do serviço através da tecnologia WiMAX, continuamos sem a possibilidade de ofertar novos produtos, o que acaba restringindo a competição nos mercados onde atuamos", protesta a operadora.
SCM
Com a iminente aprovação do processo de revisão da destinação da faixa de 2,5 GHz, há uma expectativa de que, agora, a Anatel permita certificações e homologações destes equipamentos. Vale destacar que apenas a homologação é um ato exclusivo da Anatel, feito após a obtenção dos certificados de conformidade nos laboratórios de análise autorizados pela agência. Assim, a maior pendência é no âmbito da homologação, embora existam informações de que alguns pedidos de certificação continuam parados dentro da autarquia pelo mesmo motivo já citado.
Outro destaque que se faz necessário é que já existe destinação para o SCM da faixa de 2,5 GHz desde 2006, daí a existência de pedidos de homologação e certificação de equipamentos que usam a tecnologia WiMAX, voltados especificamente para a oferta de serviços em banda larga. Boa parte das operadoras de MMDS possui também licenças de SCM e, por isso, podem fazer essa oferta dupla de serviços usando a mesma faixa de radiofrequência.
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=112499
Depois de oito meses seguindo uma ordem informal do Conselho Diretor, a área técnica da Anatel está cobrando agora um posicionamento oficial da autarquia sobre a suspensão da homologação de equipamentos que utilizam a faixa de 2,5 GHz para a tecnologia WiMAX. Desde maio de 2008, a equipe responsável pela área de radiofreqüência da agência reguladora não tem homologado nem certificado equipamentos que serão usados nesta faixa do espectro, na espera que de que o Conselho Diretor delibere sobre a nova destinação dessas frequências para serviços que vão além do MMDS e do SCM.
Junto com o material sobre a alteração da destinação da faixa de 2,5 GHz, o grupo técnico da agência enviou ao Conselho Diretor processo sobre a suspensão da homologação e certificação de equipamentos. Segundo fontes da agência reguladora, o documento deveria ter sido encaminhado para o relator do processo de destinação, conselheiro Antonio Bedran. Mas por motivo desconhecido, acabou indo parar no gabinete da conselheira Emília Ribeiro, que deverá levar o material para a próxima reunião da autarquia, marcada para o dia 28 de janeiro. As outras peças da análise da faixa de 2,5 GHz também devem ser apresentadas neste encontro.
Ao contrário do que se possa imaginar, a área técnica não chegou a sugerir ao Conselho Diretor a retomada da homologação. Pelo menos, não de forma direta. O documento encaminhado, fruto de discussões do grupo técnico voltado para a área de certificação e fiscalização, pede somente que o comando da Anatel decida se a suspensão será mantida ou não. E caso seja mantida, que a ação seja formalizada, por meio de ato divulgado oficialmente aos interessados. Ou seja, a suspensão da homologação tem acontecido sem nenhuma ordem escrita dentro da agência.
Desconforto
A análise dos pedidos de certificação e homologação jamais foi suspensa de forma oficial. A decisão tomada pelo Conselho Diretor na verdade tem um aspecto de "orientação", conta a fonte. Mas como se trata de um indicativo do comando da agência, o escalão técnico seguiu o aviso à risca, o que tem gerado diversos desconfortos para a autarquia.
Membros do Congresso Nacional, como o deputado Paulo Bornhausen (DEM/SC), por mais de uma vez questionaram a inércia do órgão regulador em certificar e homologar os equipamentos que usam tecnologia WiMAX na faixa de 2,5 GHz. Além disso, empresas diretamente interessadas no caso têm reclamado da situação, inclusive em cartas direcionadas à Anatel. A Telefônica é a mais incomodada com a demora da agência.
Investimentos
Em carta encaminhada à Anatel no dia 26 de novembro de 2008, obtida com exclusividade por este noticiário, a concessionária deixa clara a sua insatisfação com a escolha feita pela Anatel de retardar as homologações. A empresa informa que, desde que conseguiu autorização da agência para operar MMDS, em julho de 2007, investiu mais de R$ 100 milhões na digitalização dos serviços, programas de expansão comercial e outras ações técnicas voltadas para o aumento do número de assinantes e melhoria na qualidade do serviço.
No entanto, a situação criada pela Anatel tem impossibilitado a Telefônica de oferecer produtos agregados a seus clientes de TV por assinatura, especialmente serviços de banda larga, segundo a reclamação da empresa. "Até o momento, em razão de não existirem equipamentos homologados para a prestação do serviço através da tecnologia WiMAX, continuamos sem a possibilidade de ofertar novos produtos, o que acaba restringindo a competição nos mercados onde atuamos", protesta a operadora.
SCM
Com a iminente aprovação do processo de revisão da destinação da faixa de 2,5 GHz, há uma expectativa de que, agora, a Anatel permita certificações e homologações destes equipamentos. Vale destacar que apenas a homologação é um ato exclusivo da Anatel, feito após a obtenção dos certificados de conformidade nos laboratórios de análise autorizados pela agência. Assim, a maior pendência é no âmbito da homologação, embora existam informações de que alguns pedidos de certificação continuam parados dentro da autarquia pelo mesmo motivo já citado.
Outro destaque que se faz necessário é que já existe destinação para o SCM da faixa de 2,5 GHz desde 2006, daí a existência de pedidos de homologação e certificação de equipamentos que usam a tecnologia WiMAX, voltados especificamente para a oferta de serviços em banda larga. Boa parte das operadoras de MMDS possui também licenças de SCM e, por isso, podem fazer essa oferta dupla de serviços usando a mesma faixa de radiofrequência.
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=112499
Prorrogação das licenças de MMDS põe Anatel em conflito
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009, 19h54
Cinco empresas correm o risco de verem parte de suas licenças de MMDS vencendo bem antes do planejado. Responsável por relatar o processo de renovação das licenças emitidas na primeira metade da década de 90, o conselheiro Plínio de Aguiar Júnior tem feito uma leitura da legislação bastante incômoda para as operadoras. Na visão de Aguiar Júnior, essas licenças emitidas pelo Ministério das Comunicações em 1994 valem por 10 anos e não por 15 anos, como ocorre com as autorizações expedidas pela Anatel.
Para o conselheiro-relator, este lote de licenças pioneiras já teria vencido em 2004. E como não houve nenhuma manifestação nem da agência, nem das empresas, foram renovadas automaticamente. Nessa interpretação, não seria mais necessário colocar as prorrogações em consulta pública, uma vez que os novos documentos estariam em vigor há cinco anos, vencendo definitivamente em 2014.
A nova matemática apresentada por Aguiar Júnior reduz em 10 anos a duração das autorizações de uso de radiofrequência associada a licença do MMDS para estas empresas. Vale lembrar que a discussão em questão refere-se apenas ao direito de exploração das freqüências.
Quase unânime
O fato de a Anatel não ter se manifestado em 2004 é de fácil explicação: para todo o resto da agência reguladora o prazo de vigência das licenças é de 15 anos. Segundo fontes gabaritadas da agência, as áreas técnica e jurídica apresentaram pareceres neste sentido ao conselheiro-relator. Neste caso, as autorizações estariam vencendo apenas agora, em fevereiro de 2009. E a consulta pública para a prorrogação continuaria sendo necessária. Ainda considerando a duração da licença por 15 anos, o tempo de exploração da faixa seria até 2024.
O que se comenta dentro da agência é que a interpretação da vigência por apenas 10 anos facilitaria o plano da Anatel de abrir a faixa de 2,5 GHz o mais breve possível para outros serviços, especialmente para o SMP. Um indício dessa suposta convergência de interesses estaria na proposta de alteração da destinação desta faixa, onde as operadoras de MMDS só teriam direito de exploração em caráter primário das freqüências até o ano de 2012, quando passariam a operar em caráter secundário. Para alguns, o vencimento "antecipado" seria vantajoso para a eliminação futura do MMDS dessa faixa, embora ainda existam dezenas de licenças com vencimentos mais à frente e que ainda nem sequer foram prorrogadas.
Revisão no passado
A confusão de datas está em uma mudança feita na Norma para o Serviço de Sinais Multiponto Multicanal (MMDS) editada pelo Ministério das Comunicações (Normar 002/94). Originalmente, o documento previa que as licenças valeriam por 10 anos renováveis por igual período. No entanto, em 1996 o Minicom revisou a norma, ampliando o prazo de vigência para 15 anos, também prorrogável. Nova alteração foi feita em 1997, reforçando os 15 anos de vigência.
O problema está no fato de que, para o conselheiro-relator, essas mudanças valem apenas para os permissionários que obtiveram licenças depois dessas reformas. Sendo assim, as primeiras autorizações concedidas valeriam apenas por 10 anos. A despeito da controvérsia levantada por Aguiar Júnior, este noticiário apurou que, seja do ponto de vista técnico, seja do ponto de vista jurídico, não há dúvidas de que a reforma da Norma 002/94 atingiu também as primeiras licenças.
Caso o conselheiro-relator consiga vencer a disputa, onze licenças em vigor passariam a vencer em 2014. Essas autorizações estão nas mãos das empresas Net (Curitiba e Recife), Telefônica Sistema de Televisão (Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo), TV Filme (Belém, Brasília e Goiânia), TV Show Brasil (Fortaleza) e Horizonte Sul Comunicações (Porto Alegre).
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=112498
Cinco empresas correm o risco de verem parte de suas licenças de MMDS vencendo bem antes do planejado. Responsável por relatar o processo de renovação das licenças emitidas na primeira metade da década de 90, o conselheiro Plínio de Aguiar Júnior tem feito uma leitura da legislação bastante incômoda para as operadoras. Na visão de Aguiar Júnior, essas licenças emitidas pelo Ministério das Comunicações em 1994 valem por 10 anos e não por 15 anos, como ocorre com as autorizações expedidas pela Anatel.
Para o conselheiro-relator, este lote de licenças pioneiras já teria vencido em 2004. E como não houve nenhuma manifestação nem da agência, nem das empresas, foram renovadas automaticamente. Nessa interpretação, não seria mais necessário colocar as prorrogações em consulta pública, uma vez que os novos documentos estariam em vigor há cinco anos, vencendo definitivamente em 2014.
A nova matemática apresentada por Aguiar Júnior reduz em 10 anos a duração das autorizações de uso de radiofrequência associada a licença do MMDS para estas empresas. Vale lembrar que a discussão em questão refere-se apenas ao direito de exploração das freqüências.
Quase unânime
O fato de a Anatel não ter se manifestado em 2004 é de fácil explicação: para todo o resto da agência reguladora o prazo de vigência das licenças é de 15 anos. Segundo fontes gabaritadas da agência, as áreas técnica e jurídica apresentaram pareceres neste sentido ao conselheiro-relator. Neste caso, as autorizações estariam vencendo apenas agora, em fevereiro de 2009. E a consulta pública para a prorrogação continuaria sendo necessária. Ainda considerando a duração da licença por 15 anos, o tempo de exploração da faixa seria até 2024.
O que se comenta dentro da agência é que a interpretação da vigência por apenas 10 anos facilitaria o plano da Anatel de abrir a faixa de 2,5 GHz o mais breve possível para outros serviços, especialmente para o SMP. Um indício dessa suposta convergência de interesses estaria na proposta de alteração da destinação desta faixa, onde as operadoras de MMDS só teriam direito de exploração em caráter primário das freqüências até o ano de 2012, quando passariam a operar em caráter secundário. Para alguns, o vencimento "antecipado" seria vantajoso para a eliminação futura do MMDS dessa faixa, embora ainda existam dezenas de licenças com vencimentos mais à frente e que ainda nem sequer foram prorrogadas.
Revisão no passado
A confusão de datas está em uma mudança feita na Norma para o Serviço de Sinais Multiponto Multicanal (MMDS) editada pelo Ministério das Comunicações (Normar 002/94). Originalmente, o documento previa que as licenças valeriam por 10 anos renováveis por igual período. No entanto, em 1996 o Minicom revisou a norma, ampliando o prazo de vigência para 15 anos, também prorrogável. Nova alteração foi feita em 1997, reforçando os 15 anos de vigência.
O problema está no fato de que, para o conselheiro-relator, essas mudanças valem apenas para os permissionários que obtiveram licenças depois dessas reformas. Sendo assim, as primeiras autorizações concedidas valeriam apenas por 10 anos. A despeito da controvérsia levantada por Aguiar Júnior, este noticiário apurou que, seja do ponto de vista técnico, seja do ponto de vista jurídico, não há dúvidas de que a reforma da Norma 002/94 atingiu também as primeiras licenças.
Caso o conselheiro-relator consiga vencer a disputa, onze licenças em vigor passariam a vencer em 2014. Essas autorizações estão nas mãos das empresas Net (Curitiba e Recife), Telefônica Sistema de Televisão (Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo), TV Filme (Belém, Brasília e Goiânia), TV Show Brasil (Fortaleza) e Horizonte Sul Comunicações (Porto Alegre).
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=112498
Anatel discute futuro do 2,5 GHz
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009, 19h52
A primeira reunião do Conselho Diretor em 2009 promete não ser nada tediosa. O conjunto de processos sobre a nova destinação da faixa de 2,5 GHz, incluindo o SMP e o STFC na lista de usuários dessas freqüências, está nas mãos dos conselheiros e pode ser votado no encontro do dia 28 de janeiro. Fazem parte desse pacote de documentos três peças: a consulta pública para a prorrogação das licenças das primeiras operadoras de MMDS em funcionamento; a análise sobre a homologação de equipamentos de WiMAX; e a proposta de alteração de destinação da faixa de 2,5 GHz.
O assunto tem sido discutido pela Anatel desde 2007, mas nem por isso as controvérsias sobre a mudança estão totalmente dirimidas. Há pontos discordantes especialmente sobre a prorrogação dos contratos e por quanto tempo as empresas de MMDS terão prioridade na faixa de 2,5 GHz. A entrada efetiva dos serviços de dados, por meio das licenças de MMDS, que já têm direito a parte das radiofreqüências nessa faixa, também é uma incógnita por conta da falta de uma indicação clara sobre a homologação dos equipamentos.
Apesar de todas essas ponderações, a agência deverá deliberar sobre a mudança do espectro e colocar o principal documento - a proposta de alteração do Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofrequências nas Faixas de 2.170 MHz a 2,182 MHz e de 2.500 MHz a 2.690 MHz - em consulta pública. Depois de ter colocado em consulta mudanças na faixa de 3,5 GHz, também associada à transmissão móvel de dados, a equipe técnica começou a correr com o 2,5 GHz.
Os textos encaminhados ao Conselho Diretor sugerem que as decisões fossem tomadas por meio de circuito deliberativo, ou seja, sem a necessidade de que os conselheiros se reunissem presencialmente. Se a sugestão tivesse sido aceita pelos conselheiros, a consulta sobre a alteração da faixa de 2,5 GHz poderia ter sido iniciada ainda em 2008. Mas nem toda a diretoria da agência concordou em deliberar sobre um documento tão polêmico fora de uma reunião formal da agência, segundo fontes da autarquia.
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=112496
A primeira reunião do Conselho Diretor em 2009 promete não ser nada tediosa. O conjunto de processos sobre a nova destinação da faixa de 2,5 GHz, incluindo o SMP e o STFC na lista de usuários dessas freqüências, está nas mãos dos conselheiros e pode ser votado no encontro do dia 28 de janeiro. Fazem parte desse pacote de documentos três peças: a consulta pública para a prorrogação das licenças das primeiras operadoras de MMDS em funcionamento; a análise sobre a homologação de equipamentos de WiMAX; e a proposta de alteração de destinação da faixa de 2,5 GHz.
O assunto tem sido discutido pela Anatel desde 2007, mas nem por isso as controvérsias sobre a mudança estão totalmente dirimidas. Há pontos discordantes especialmente sobre a prorrogação dos contratos e por quanto tempo as empresas de MMDS terão prioridade na faixa de 2,5 GHz. A entrada efetiva dos serviços de dados, por meio das licenças de MMDS, que já têm direito a parte das radiofreqüências nessa faixa, também é uma incógnita por conta da falta de uma indicação clara sobre a homologação dos equipamentos.
Apesar de todas essas ponderações, a agência deverá deliberar sobre a mudança do espectro e colocar o principal documento - a proposta de alteração do Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofrequências nas Faixas de 2.170 MHz a 2,182 MHz e de 2.500 MHz a 2.690 MHz - em consulta pública. Depois de ter colocado em consulta mudanças na faixa de 3,5 GHz, também associada à transmissão móvel de dados, a equipe técnica começou a correr com o 2,5 GHz.
Os textos encaminhados ao Conselho Diretor sugerem que as decisões fossem tomadas por meio de circuito deliberativo, ou seja, sem a necessidade de que os conselheiros se reunissem presencialmente. Se a sugestão tivesse sido aceita pelos conselheiros, a consulta sobre a alteração da faixa de 2,5 GHz poderia ter sido iniciada ainda em 2008. Mas nem toda a diretoria da agência concordou em deliberar sobre um documento tão polêmico fora de uma reunião formal da agência, segundo fontes da autarquia.
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=112496
Samsung terá sua própria linha de chips para LTE e WiMAX móvel
06/01/09
Empresa decidiu reduzir a dependência de terceiros no mercado de semicondutores
A Samsung deu início ao desenvolvimento de seus próprios chips para as tecnologias WiMAX móvel e LTE (Long Term Evolution). A empresa quer diminuir sua dependência de fornecedores externos como Qualcomm, Broadcom e Infineon. Entretanto, a iniciativa acontece ao mesmo tempo que a companhia coreana planeja diminuir quase pela metade o seus investimentos em semicondutores em relação ao que foi aplicado no ano passado.
Tendo a Qualcomm por um bom tempo como sua maior fornecedora de chips, a Samsung buscou rivais da empresa no mercado de semicondutores no ano passado, se aproximando da Broadcom e Infineon. Agora, decidiu partir para sua própria linha de produtos sem deixar claro, entretanto, se os primeiros terminais LTE da empresa já terão o próprio chip ou ainda serão adquiridos de terceiros.
O chip do WiMAX móvel já está em fase de testes na engenharia. Mas, para a empresa, a maior demanda deverá se concentrar no segmento de aparelhos para a tecnologia LTE.
http://www.telecomonline.com.br/noticias/samsung-tera-sua-propria-linha-de-chips-para-lte-e-wimax-movel
Empresa decidiu reduzir a dependência de terceiros no mercado de semicondutores
A Samsung deu início ao desenvolvimento de seus próprios chips para as tecnologias WiMAX móvel e LTE (Long Term Evolution). A empresa quer diminuir sua dependência de fornecedores externos como Qualcomm, Broadcom e Infineon. Entretanto, a iniciativa acontece ao mesmo tempo que a companhia coreana planeja diminuir quase pela metade o seus investimentos em semicondutores em relação ao que foi aplicado no ano passado.
Tendo a Qualcomm por um bom tempo como sua maior fornecedora de chips, a Samsung buscou rivais da empresa no mercado de semicondutores no ano passado, se aproximando da Broadcom e Infineon. Agora, decidiu partir para sua própria linha de produtos sem deixar claro, entretanto, se os primeiros terminais LTE da empresa já terão o próprio chip ou ainda serão adquiridos de terceiros.
O chip do WiMAX móvel já está em fase de testes na engenharia. Mas, para a empresa, a maior demanda deverá se concentrar no segmento de aparelhos para a tecnologia LTE.
http://www.telecomonline.com.br/noticias/samsung-tera-sua-propria-linha-de-chips-para-lte-e-wimax-movel
Mobilidade concentra as manifestações na consulta pública sobre a faixa de 3,5 GHz
Marineide Marques - 06 janeiro , 2009
Sugestões à Anatel incluem segmentação da faixa e manutenção do conceito de mobilidade restrita
A consulta pública que propõe atribuir a faixa de 3,5 GHz ao Serviço Móvel Pessoal (SMP) recebeu mais de 200 contribuições, reunindo manifestações de operadoras móveis e fixas, fabricantes, associações de classe, institutos de pesquisa e provedores de serviço de internet. A questão da mobilidade concentrou um grande número de contribuições, assim como a necessidade de se distinguir compromissos de abrangência para operadoras fixas e móveis.
A Claro, por exemplo, propõe que as faixas sejam divididas, cabendo parte às operadoras fixas e parte às móveis. Tal divisão, na avaliação da empresa, proporcionaria à Anatel, no momento da outorga da radifrequências, a possibilidade de propor compromissos de abrangência e valores diferenciados entre os dois segmentos. A preocupação da empresa repousa no fato de que o SMP já assumiu metas de cobertura e desembolsou valores relevantes no leilão das faixas de terceira geração.
A Qualcomm vai mais longe, ao considerar desnecessária a destinação da faixa de 3,5 GHz ao SMP. A empresa considera a medida “prematura”, por avaliar que as aplicações para as quais a faixa tem atratividade, no momento, são apenas fixas e/ou nomádicas. Com isso, destaca a Qualcomm, basta manter a possibilidade de uso da faixa com mobilidade restrita, o que já permitido pela resolução 416. A empresa defende que a faixa de 2,5 GHz seja destinada ao SMP, e não a de 3,5 GHz. Outro fabricante, a Ericsson, propõe que as condições de uso da faixa de 3,5 GHz não sejam definidas sem que antes a Anatel equacione o uso da faixa de 2,5 GHz.
A contribuição da Vivo também explicita a preocupação quanto à mobilidade, mas no que se refere ao STFC. Uma vez que o texto em consulta dá margem ao fim da restrição de mobilidade na faixa de 3,5 GHz, a operadora destaca que isso pode descaracterizar o serviço fixo, dando a ele a mobilidade própria dos serviços móveis. A Vivo lembra o caso da Vésper, no qual não foi possível cumprir de maneira efetiva a restrição de mobilidade. “Em qualquer cenário diferente do tradicional, a implantação da mobilidade deve implicar em pagamentos mais elevados pelas outorgas do serviço e direito de uso de radiofreqüências associadas, e em imposições de metas de qualidade e de cobertura mais rígidas, dentre outros”, destaca a contribuição da operadora, que sugere a segmentação do espectro de 3,5 GHz de forma a não descaracterizar as outorgas.
Claro, Cisco, Intelig, Nokia-Siemens e Brasil Telecom, entre outras empresas, também manifestam preocupação quanto ao fato de o regulamento eliminar a mobilidade restrita, e pedem que a Anatel considerem a característica nomádica das soluções.
http://www.telecomonline.com.br/noticias/mobilidade-concentra-as-manifestacoes-na-consulta-publica-sobre-a-faixa-de-3-5-ghz
Sugestões à Anatel incluem segmentação da faixa e manutenção do conceito de mobilidade restrita
A consulta pública que propõe atribuir a faixa de 3,5 GHz ao Serviço Móvel Pessoal (SMP) recebeu mais de 200 contribuições, reunindo manifestações de operadoras móveis e fixas, fabricantes, associações de classe, institutos de pesquisa e provedores de serviço de internet. A questão da mobilidade concentrou um grande número de contribuições, assim como a necessidade de se distinguir compromissos de abrangência para operadoras fixas e móveis.
A Claro, por exemplo, propõe que as faixas sejam divididas, cabendo parte às operadoras fixas e parte às móveis. Tal divisão, na avaliação da empresa, proporcionaria à Anatel, no momento da outorga da radifrequências, a possibilidade de propor compromissos de abrangência e valores diferenciados entre os dois segmentos. A preocupação da empresa repousa no fato de que o SMP já assumiu metas de cobertura e desembolsou valores relevantes no leilão das faixas de terceira geração.
A Qualcomm vai mais longe, ao considerar desnecessária a destinação da faixa de 3,5 GHz ao SMP. A empresa considera a medida “prematura”, por avaliar que as aplicações para as quais a faixa tem atratividade, no momento, são apenas fixas e/ou nomádicas. Com isso, destaca a Qualcomm, basta manter a possibilidade de uso da faixa com mobilidade restrita, o que já permitido pela resolução 416. A empresa defende que a faixa de 2,5 GHz seja destinada ao SMP, e não a de 3,5 GHz. Outro fabricante, a Ericsson, propõe que as condições de uso da faixa de 3,5 GHz não sejam definidas sem que antes a Anatel equacione o uso da faixa de 2,5 GHz.
A contribuição da Vivo também explicita a preocupação quanto à mobilidade, mas no que se refere ao STFC. Uma vez que o texto em consulta dá margem ao fim da restrição de mobilidade na faixa de 3,5 GHz, a operadora destaca que isso pode descaracterizar o serviço fixo, dando a ele a mobilidade própria dos serviços móveis. A Vivo lembra o caso da Vésper, no qual não foi possível cumprir de maneira efetiva a restrição de mobilidade. “Em qualquer cenário diferente do tradicional, a implantação da mobilidade deve implicar em pagamentos mais elevados pelas outorgas do serviço e direito de uso de radiofreqüências associadas, e em imposições de metas de qualidade e de cobertura mais rígidas, dentre outros”, destaca a contribuição da operadora, que sugere a segmentação do espectro de 3,5 GHz de forma a não descaracterizar as outorgas.
Claro, Cisco, Intelig, Nokia-Siemens e Brasil Telecom, entre outras empresas, também manifestam preocupação quanto ao fato de o regulamento eliminar a mobilidade restrita, e pedem que a Anatel considerem a característica nomádica das soluções.
http://www.telecomonline.com.br/noticias/mobilidade-concentra-as-manifestacoes-na-consulta-publica-sobre-a-faixa-de-3-5-ghz
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Intel writes down Clearwire investment
Monday, 12 January 2009
The US-based chip manufacturer Intel has announced that it will assume a USD950 million one-off charge in the fourth-quarter after writing down the value of its investment in US WiMAX operator Clearwire. Intel agreed to pump USD1.6 billion into Clearwire last year, but the telco’s share value has recently fallen to below USD5, forcing Intel to declare the write-down. Intel says it is still a strong supporter of WiMAX technology, however. Julie Coppernoll, director of marketing for the WiMAX Program Office at Intel, told Unstrung: ‘Economic conditions notwithstanding, we still believe in WiMAX and think it is the preferred 4G solution.’
http://www.telegeography.com/cu/article.php?article_id=26743&email=html
The US-based chip manufacturer Intel has announced that it will assume a USD950 million one-off charge in the fourth-quarter after writing down the value of its investment in US WiMAX operator Clearwire. Intel agreed to pump USD1.6 billion into Clearwire last year, but the telco’s share value has recently fallen to below USD5, forcing Intel to declare the write-down. Intel says it is still a strong supporter of WiMAX technology, however. Julie Coppernoll, director of marketing for the WiMAX Program Office at Intel, told Unstrung: ‘Economic conditions notwithstanding, we still believe in WiMAX and think it is the preferred 4G solution.’
http://www.telegeography.com/cu/article.php?article_id=26743&email=html
WiMAX performance in the Clear network in Portland
Monica Paolini
Senza Fili Consulting
January 2009
On the day of the Clear launch in Portland, I had the opportunity to test the network with a laptop. My tests were clearly not systematic or very detailed, but I decided to share the results as they may be of interest to those who have not yet been able to test commercial WiMAX networks.
Figure 1. Laptop client, detail information panel The performance of the Clear network was consistently good, with throughput typically over 3 mbps in the downlink and between 350 and 400 kbps in the uplink. Internet browsing was fast, so I decided to spend most time checking video applications (YouTube, New York Times, and even a full screen movie from Hulu) and video-conferencing with Skype. All worked reliably well in areas with good coverage. The major limitation of the network were a few areas without sufficient coverage-which I visited twice during the day-, but this is to be expected in a new network still being optimized.
The connection manager was very simple to configure and use (Figure 1). On the downside, it did not provide detailed information on network availability, so when the laptop could not establish a connection, no explanation was given as to what was the cause. However, the connection manager was sufficiently straightforward to use and within seconds of switching the laptop on, I was connected. This is probably the most important feature to subscribers. Establishing or re-establishing the connection was fast, and the connection manager client has an option to allow the laptop to automatically connect to Clear when coverage is available.
As the stationary throughput was quite good and consistent where I checked it, I decided to test in more detail the performance of the network in indoor locations and in a mobility scenario-environments where all wireless networks face a challenge. The results of the tests are available on Google maps.
Indoor locations
Figure 2. Indoor location at parking garage
For the indoor locations, I picked a garage building (Figure 2, Figure 3), where I could freely go where I wanted; a big bookstore (Powell's Books, Figure 4); a hotel; a restaurant; and the public library. Clear stated objective is to provide first-wall coverage-you need to be close to the outside perimeter of the building to expect a good connection (this is also the case for 3G networks). This was consistently the case. Furthermore, the throughput was usually good even in deep-indoor locations, even though there was some degradation in performance or in some cases lack of coverage.
Indoor coverage at the RiverPlace Hotel and at Powell's Books was very good. I actually tested more locations than reported on the map, but found very similar throughput levels across the buildings. In the public library, I had to find a remote location where I could make a phone call without disturbing library patrons, and that was in an area where cellular voice connectivity was available, but WiMAX coverage was not. It was in the most central part of the building by the elevator. The library Wi-Fi network also had some trouble covering this spot-the downlink speed was only about 600 kbps.
Mobile locations
Testing from the streetcar allowed me to check coverage along a well-defined path. The throughput in the streetcar or buses was somewhat lower than that at the same location outdoors. This is to be expected as the train car reduces the strength of the signal. As a result, the tests within the streetcar should not be taken to represent the network performance in a stationary, outdoor environment. Tests in the streetcar, buses as well as indoor locations are relevant however because most users will access the networks from indoor or mobile locations rather than from outdoor locations, especially with laptops.
The median throughput in the downlink was 3031 kbps, in the uplink 382 kbps. The maximum throughput recorded was 5034 kbps in the downlink and 425 kbps in the uplink. In the area between NW 18th Ave and NW 23rd Ave, the coverage was not sufficiently strong to keep the connection. Throughout the rest of the streetcar route, however, the coverage was reliable and handoffs worked well-the connection was maintained throughout the route.
Putting things in perspective
How does the Clear service compare to alternative wireless data services available in the US? Table 1shows what operators advertise on their websites, but there is considerable variability in performance, depending on location and, increasingly, on traffic on the network.
Downlink Uplink
Clear Up to 6 mbps Up to 1 mbps
Verizon/EV-DO 0.6-1.4 mbps 0.5-0.8 mbps
AT&T/HSPA 0.7-1.7 mbps 0.5-1.2 mbps
Sprint/EV-DO 0.6-1.4 mbps 0.35-0.5 mbps
T-Mobile/HSPA 0.6 average, 1mbps peak NA
Table 1. Downlink and uplink data rates for WiMAX and 3G in the US. Source: Operators' websites
Some 3G networks have started to experience congestion at some locations. As the wireless link is shared among all the subscribers connected to same sector in a base station, network performance degrades as the number of subscribers grows. This was not a concern for the Portland network, as it is not yet running at capacity.
While it is difficult to generalize and at each specific location any given network may outperform the others, the performance that I saw on the Clear network was consistently and significantly above what I observed for 3G networks in the US in previous informal tests. The improved performance is in line with the industry expectations and it is enabled by the use of wider channels and more advanced modulation techniques.
Methodology
Date: January 5th and 6th, 2009.
Laptop used: Lenovo X301, Intel Core Duo CPU U9400 1.4GHz, 4GB Ram.
Speed test: FrontierNet Network Speed Test
Location: Tested locations are shown on the Google map listed in links. When using public transportation, the tests were mostly done while the streetcar or bus was moving and it is therefore difficult to pinpoint the location precisely. I recorded the closest streetcar/bus station was to the tested location, but the tests were done either immediately before (more often) or after the stop. For tests at indoor locations, the Goggle map includes data from multiple locations, as described in the map placemark.
Links
Google map with location tests and throughput:
maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&hl=en&msa=0&ll=45.523067,-122.680914&spn=0.004826,0.011984&z=17&msid=106616955607510956463.0004601b735d8621863a3
Marc Walli has published additional data points on Portland's Clear coverage at:
http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&hl=en&msa=0&msid=111421543144149182907.00045dce7559dccdcc506&z=12
Tri-County Metropolitan Transportation District of Oregon (TriMet): www.trimet.org to see the route followed by the street car
Ken's Artisan Pizza: www.kensartisan.com
FrontierNet Network Speed Test:
http://speedtest.frontiernet.net/
http://elkgrove.speedtest.frontiernet.net/
Download PDF version of the report
Senza Fili Consulting
January 2009
On the day of the Clear launch in Portland, I had the opportunity to test the network with a laptop. My tests were clearly not systematic or very detailed, but I decided to share the results as they may be of interest to those who have not yet been able to test commercial WiMAX networks.
Figure 1. Laptop client, detail information panel The performance of the Clear network was consistently good, with throughput typically over 3 mbps in the downlink and between 350 and 400 kbps in the uplink. Internet browsing was fast, so I decided to spend most time checking video applications (YouTube, New York Times, and even a full screen movie from Hulu) and video-conferencing with Skype. All worked reliably well in areas with good coverage. The major limitation of the network were a few areas without sufficient coverage-which I visited twice during the day-, but this is to be expected in a new network still being optimized.
The connection manager was very simple to configure and use (Figure 1). On the downside, it did not provide detailed information on network availability, so when the laptop could not establish a connection, no explanation was given as to what was the cause. However, the connection manager was sufficiently straightforward to use and within seconds of switching the laptop on, I was connected. This is probably the most important feature to subscribers. Establishing or re-establishing the connection was fast, and the connection manager client has an option to allow the laptop to automatically connect to Clear when coverage is available.
As the stationary throughput was quite good and consistent where I checked it, I decided to test in more detail the performance of the network in indoor locations and in a mobility scenario-environments where all wireless networks face a challenge. The results of the tests are available on Google maps.
Indoor locations
Figure 2. Indoor location at parking garage
For the indoor locations, I picked a garage building (Figure 2, Figure 3), where I could freely go where I wanted; a big bookstore (Powell's Books, Figure 4); a hotel; a restaurant; and the public library. Clear stated objective is to provide first-wall coverage-you need to be close to the outside perimeter of the building to expect a good connection (this is also the case for 3G networks). This was consistently the case. Furthermore, the throughput was usually good even in deep-indoor locations, even though there was some degradation in performance or in some cases lack of coverage.
Indoor coverage at the RiverPlace Hotel and at Powell's Books was very good. I actually tested more locations than reported on the map, but found very similar throughput levels across the buildings. In the public library, I had to find a remote location where I could make a phone call without disturbing library patrons, and that was in an area where cellular voice connectivity was available, but WiMAX coverage was not. It was in the most central part of the building by the elevator. The library Wi-Fi network also had some trouble covering this spot-the downlink speed was only about 600 kbps.
Mobile locations
Testing from the streetcar allowed me to check coverage along a well-defined path. The throughput in the streetcar or buses was somewhat lower than that at the same location outdoors. This is to be expected as the train car reduces the strength of the signal. As a result, the tests within the streetcar should not be taken to represent the network performance in a stationary, outdoor environment. Tests in the streetcar, buses as well as indoor locations are relevant however because most users will access the networks from indoor or mobile locations rather than from outdoor locations, especially with laptops.
The median throughput in the downlink was 3031 kbps, in the uplink 382 kbps. The maximum throughput recorded was 5034 kbps in the downlink and 425 kbps in the uplink. In the area between NW 18th Ave and NW 23rd Ave, the coverage was not sufficiently strong to keep the connection. Throughout the rest of the streetcar route, however, the coverage was reliable and handoffs worked well-the connection was maintained throughout the route.
Putting things in perspective
How does the Clear service compare to alternative wireless data services available in the US? Table 1shows what operators advertise on their websites, but there is considerable variability in performance, depending on location and, increasingly, on traffic on the network.
Downlink Uplink
Clear Up to 6 mbps Up to 1 mbps
Verizon/EV-DO 0.6-1.4 mbps 0.5-0.8 mbps
AT&T/HSPA 0.7-1.7 mbps 0.5-1.2 mbps
Sprint/EV-DO 0.6-1.4 mbps 0.35-0.5 mbps
T-Mobile/HSPA 0.6 average, 1mbps peak NA
Table 1. Downlink and uplink data rates for WiMAX and 3G in the US. Source: Operators' websites
Some 3G networks have started to experience congestion at some locations. As the wireless link is shared among all the subscribers connected to same sector in a base station, network performance degrades as the number of subscribers grows. This was not a concern for the Portland network, as it is not yet running at capacity.
While it is difficult to generalize and at each specific location any given network may outperform the others, the performance that I saw on the Clear network was consistently and significantly above what I observed for 3G networks in the US in previous informal tests. The improved performance is in line with the industry expectations and it is enabled by the use of wider channels and more advanced modulation techniques.
Methodology
Date: January 5th and 6th, 2009.
Laptop used: Lenovo X301, Intel Core Duo CPU U9400 1.4GHz, 4GB Ram.
Speed test: FrontierNet Network Speed Test
Location: Tested locations are shown on the Google map listed in links. When using public transportation, the tests were mostly done while the streetcar or bus was moving and it is therefore difficult to pinpoint the location precisely. I recorded the closest streetcar/bus station was to the tested location, but the tests were done either immediately before (more often) or after the stop. For tests at indoor locations, the Goggle map includes data from multiple locations, as described in the map placemark.
Links
Google map with location tests and throughput:
maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&hl=en&msa=0&ll=45.523067,-122.680914&spn=0.004826,0.011984&z=17&msid=106616955607510956463.0004601b735d8621863a3
Marc Walli has published additional data points on Portland's Clear coverage at:
http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&hl=en&msa=0&msid=111421543144149182907.00045dce7559dccdcc506&z=12
Tri-County Metropolitan Transportation District of Oregon (TriMet): www.trimet.org to see the route followed by the street car
Ken's Artisan Pizza: www.kensartisan.com
FrontierNet Network Speed Test:
http://speedtest.frontiernet.net/
http://elkgrove.speedtest.frontiernet.net/
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Nokia stops making only WiMax device
Thu Jan 8, 2009 4:33pm EST
HELSINKI (Reuters) - The world's top mobile phone maker Nokia said on Thursday it had ended production of its only mobile device using the U.S.-centered WiMax technology, another blow for the struggling wireless technology.
WiMax has been competing for the status of next generation mobile technology, but has largely lost the battle to Long-Term Evolution (LTE).
"We have ramped down the N810 WiMax Edition tablet. It has reached the end of its lifecycle," said a Nokia spokesman. Nokia unveiled the model only nine months ago, while usually even the most trendy models have a shelf life of well over a year.
Canada's Nortel Networks Corp has said LTE will be the most likely upgrade path for about 80 percent of the world's existing mobile phone providers, with others going for WiMax.
Nokia did not rule out introducing further WiMax phones in the future.
"We will continue to follow the technology and its evolution," the spokesman said.
(Reporting by Tarmo Virki; Editing by Jon Loades-Carter)
http://www.reuters.com/article/technologyNews/idUSTRE5071UD20090108
HELSINKI (Reuters) - The world's top mobile phone maker Nokia said on Thursday it had ended production of its only mobile device using the U.S.-centered WiMax technology, another blow for the struggling wireless technology.
WiMax has been competing for the status of next generation mobile technology, but has largely lost the battle to Long-Term Evolution (LTE).
"We have ramped down the N810 WiMax Edition tablet. It has reached the end of its lifecycle," said a Nokia spokesman. Nokia unveiled the model only nine months ago, while usually even the most trendy models have a shelf life of well over a year.
Canada's Nortel Networks Corp has said LTE will be the most likely upgrade path for about 80 percent of the world's existing mobile phone providers, with others going for WiMax.
Nokia did not rule out introducing further WiMax phones in the future.
"We will continue to follow the technology and its evolution," the spokesman said.
(Reporting by Tarmo Virki; Editing by Jon Loades-Carter)
http://www.reuters.com/article/technologyNews/idUSTRE5071UD20090108
BSNL's WiMax rollout will begin from Ahmedabad
Amit Tripathi
Monday, January 19, 2009 3:01 IST
Mumbai: Bharat Sanchar Nigam Ltd (BSNL), the country's largest public sector telecom company, will roll out worldwide interoperability for microwave access (WiMax) services beginning with Ahmedabad anytime this month, a company source told DNA Money.
BSNL will spend Rs 1,600 crore on the deployment of WiMax, which enables wireless transmission of data. In 2007, the company pilot-tested the technology in eight cities across India. Though these tests were conducted in cities, BSNL would focus on deploying WiMax in rural areas, sources said. It has set a target of bringing 25,000 villages under the service within a year.
Information released by the Department of Telecommunications (DoT) shows that BSNL received spectrum in the 2.5-MHz band in three circles. In the first phase, it will roll out mobile WiMax technology, for which it has partnered with SOMA Networks, in Gujarat, Andhra Pradesh and Maharashtra.
However, one problem could be that the telecom company is deploying WiMax on frequency division duplex (FDD) mode that does not conform to international standards for the technology. FDD and time division duplex (TDD) are two different modes of downlinking and uplinking data in wireless transmissions. WiMax uses TDD, which is compatible with its equipment. Device-makers and solution firms also support that mode.
Besides, the deployment of the technology may be delayed due to DoT's dilly-dallying over the auction of Broadband Wireless Access (BWA) spectrum, on which WiMax works.
The finance ministry wants the reserve price for 3G and BWA spectrum doubled and the proposal is now with the Telecom Regulatory Authority of India (Trai). However, a Trai official denied receiving any such proposal from the finance ministry. Despite these, the government has set an ambitious target of 20 million broadband subscribers by 2010.
http://www.dnaindia.com/report.asp?newsid=1222686
Monday, January 19, 2009 3:01 IST
Mumbai: Bharat Sanchar Nigam Ltd (BSNL), the country's largest public sector telecom company, will roll out worldwide interoperability for microwave access (WiMax) services beginning with Ahmedabad anytime this month, a company source told DNA Money.
BSNL will spend Rs 1,600 crore on the deployment of WiMax, which enables wireless transmission of data. In 2007, the company pilot-tested the technology in eight cities across India. Though these tests were conducted in cities, BSNL would focus on deploying WiMax in rural areas, sources said. It has set a target of bringing 25,000 villages under the service within a year.
Information released by the Department of Telecommunications (DoT) shows that BSNL received spectrum in the 2.5-MHz band in three circles. In the first phase, it will roll out mobile WiMax technology, for which it has partnered with SOMA Networks, in Gujarat, Andhra Pradesh and Maharashtra.
However, one problem could be that the telecom company is deploying WiMax on frequency division duplex (FDD) mode that does not conform to international standards for the technology. FDD and time division duplex (TDD) are two different modes of downlinking and uplinking data in wireless transmissions. WiMax uses TDD, which is compatible with its equipment. Device-makers and solution firms also support that mode.
Besides, the deployment of the technology may be delayed due to DoT's dilly-dallying over the auction of Broadband Wireless Access (BWA) spectrum, on which WiMax works.
The finance ministry wants the reserve price for 3G and BWA spectrum doubled and the proposal is now with the Telecom Regulatory Authority of India (Trai). However, a Trai official denied receiving any such proposal from the finance ministry. Despite these, the government has set an ambitious target of 20 million broadband subscribers by 2010.
http://www.dnaindia.com/report.asp?newsid=1222686
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
OI: Telefonia fixa residencial em São Paulo: só se for wireless, diz Falco
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009, 12h45
publicidadeCom a compra da Brasil Telecom (BrT) e sua entrada na telefonia móvel em São Paulo, a Oi tornou-se uma operadora nacional de telecomunicações, faltando apenas a oferta de telefonia fixa residencial em São Paulo. O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, informou que não faz parte dos planos imediatos da companhia essa oferta. Mas, se um dia for prestar esse serviço em São Paulo, será através de uma rede sem fio, como WLL ou WiMAX. "A infra-estrutura para isso nós já temos: as 2 mil torres de telefonia celular que instalamos em São Paulo. E até o final do ano serão 2,5 mil torres", disse o executivo. Vale lembrar que a BrT detém licença para operar WiMAX em 3,5 GHGz em São Paulo. No mercado corporativo, a Oi tem alguns clientes de telefonia fixa e serviços de dados em São Paulo, usando a rede da antiga Pégasus.
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=111416
publicidadeCom a compra da Brasil Telecom (BrT) e sua entrada na telefonia móvel em São Paulo, a Oi tornou-se uma operadora nacional de telecomunicações, faltando apenas a oferta de telefonia fixa residencial em São Paulo. O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, informou que não faz parte dos planos imediatos da companhia essa oferta. Mas, se um dia for prestar esse serviço em São Paulo, será através de uma rede sem fio, como WLL ou WiMAX. "A infra-estrutura para isso nós já temos: as 2 mil torres de telefonia celular que instalamos em São Paulo. E até o final do ano serão 2,5 mil torres", disse o executivo. Vale lembrar que a BrT detém licença para operar WiMAX em 3,5 GHGz em São Paulo. No mercado corporativo, a Oi tem alguns clientes de telefonia fixa e serviços de dados em São Paulo, usando a rede da antiga Pégasus.
http://www.teletime.com.br/News.aspx?ID=111416
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Asus exibe Eee PC para rodar Windows 7 e WiMAX
A fabricante do Eee PC exibiu um novo modelo de netbook com disco sólido de 512 GB, tela sensível ao toque e sistema operacional Windows 7.
O equipamento foi exibido em Las Vegas, na Consumer Eletronics Show, pelo diretor de vendas da companhia taiwanesa, Dove Fester. Segundo o executivo, a máquina que leva a grife Eee PC foi desenvolvida em parceria com a Microsoft com o objetivo de torná-la adequada para rodar o Windows 7.
O netbook tem 1 GB de RAM, usa o processador Intel Atom de 1.3 GHZ, pesa 1,3 kg e suas dimensões são as mais finas da linha Eee PC. A tela tem 12.1 polegadas. O computador tem ainda a maior capacidade de armazenar dados entre os netbooks, com 512 GB de memória sólida. Como se trata de um netbook, não há drive óptico.
De acordo a Asus, a ideia é estrear o computador com Windows 7 assim que este sistema esteja disponível comercialmente, o que só deve acontecer em 2010. A companhia admite, no entanto, oferecer o netbook no varejo este ano, porém com Windows XP. O computador tem tela sensível ao toque, um recurso necessário para explorar as novas funcionalidades em desenvolvimento para o Windows 7.
De acordo com números exibidos pela Asus na feira, o mercado mundial comprou 10 milhões de netbooks ao longo de 2008. A companhia espera embarcar 7 milhões de computadores do tipo ao longo deste ano.
Entre as outras novidades exibidas pela Asus está um netbook com suporte nativo a WiMAX e porta HDMI. O computador deve ser vendido, inicialmente, apenas na América do Norte e chegará às lojas, diz a Asus, ainda no primeiro trimestre deste ano.
A companhia não divulgou o preço dos novos netbooks. Em outubro de 2008, o CEO da empresa, Jerry Shen, antecipou que a Asus projetava netbooks com tela sensível ao toque e Windows 7 e disse ainda que os preços destes equipamentos seriam mais caros que a média dos Eee PCs.
O equipamento foi exibido em Las Vegas, na Consumer Eletronics Show, pelo diretor de vendas da companhia taiwanesa, Dove Fester. Segundo o executivo, a máquina que leva a grife Eee PC foi desenvolvida em parceria com a Microsoft com o objetivo de torná-la adequada para rodar o Windows 7.
O netbook tem 1 GB de RAM, usa o processador Intel Atom de 1.3 GHZ, pesa 1,3 kg e suas dimensões são as mais finas da linha Eee PC. A tela tem 12.1 polegadas. O computador tem ainda a maior capacidade de armazenar dados entre os netbooks, com 512 GB de memória sólida. Como se trata de um netbook, não há drive óptico.
De acordo a Asus, a ideia é estrear o computador com Windows 7 assim que este sistema esteja disponível comercialmente, o que só deve acontecer em 2010. A companhia admite, no entanto, oferecer o netbook no varejo este ano, porém com Windows XP. O computador tem tela sensível ao toque, um recurso necessário para explorar as novas funcionalidades em desenvolvimento para o Windows 7.
De acordo com números exibidos pela Asus na feira, o mercado mundial comprou 10 milhões de netbooks ao longo de 2008. A companhia espera embarcar 7 milhões de computadores do tipo ao longo deste ano.
Entre as outras novidades exibidas pela Asus está um netbook com suporte nativo a WiMAX e porta HDMI. O computador deve ser vendido, inicialmente, apenas na América do Norte e chegará às lojas, diz a Asus, ainda no primeiro trimestre deste ano.
A companhia não divulgou o preço dos novos netbooks. Em outubro de 2008, o CEO da empresa, Jerry Shen, antecipou que a Asus projetava netbooks com tela sensível ao toque e Windows 7 e disse ainda que os preços destes equipamentos seriam mais caros que a média dos Eee PCs.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
A febre WiMAX vem aí
Depois da revolução tecnológica do 3G, o WiMax briga para disputar mercado em serviços de banda larga. A tecnologia avança por países de todo o mundo, inclusive na América Latina, onde a conexão à internet em alta velocidade não chega a 15%. No Brasil, mais de 40% das cidades ainda registram carência de serviços de telefonia móvel, de banda larga e de TV a cabo. Embora as grandes empresas mundiais em soluções de banda larga WiMax se interessem pelo promissor mercado latino-americano, no Brasil as normas regulatórias de utilização das faixas de freqüência impedem que a nova tecnologia seja empregada em mobilidade, o que livra as operadoras de telefonia de um forte concorrente. O cerco da legislação brasileira de telecomunicações à expansão WiMax teve destaque no Congresso WiMax Fórum da América Latina, realizado no Rio de Janeiro. “A internet é um serviço público, como a eletricidade e a água. A rapidez com que as pessoas vão acessar a informação é o que vai diferenciar o potencial de desenvolvimento econômico de um país do outro”, argumentou Ron Resnick, presidente do Wimax Fórum. “No Brasil há tanta tecnologia de ponta como os aviões, o sistema de votação, a informatização da rede bancária, mas só se tem 10 milhões de usuários de banda larga num país de 180 milhões de habitantes.” O primeiro setor em que o WiMax planeja investir pesado é no mercado de banda larga. Estudo da consultoria Frost & Sullivan revela que a tecnologia tem o potencial de levar internet em alta velocidade a 2,8 milhões de brasileiros até 2010. Desse total, cerca de 45% estariam concentrados na Região Sudeste. O número equivale a 65% das conexões de internet rápida atualmente instaladas no país — 4,364 milhões, segundo dados de pesquisa divulgada pela IDC Brasil no meio deste ano. Os novos players com tecnologia WiMax embutida tendem a oferecer serviços que vão além ao acesso à internet, como a telefonia sobre IP. “É preciso entender que haverá mais lucro das operadoras se o consumidor tiver acesso. O WiMax complementa o 3G. É possível trabalhar juntos”, defende Resnick. Segundo ele, há mais de 480 aparelhos sendo construídos com essa tecnologia por 80 fabricantes. “Não é uma tecnologia apenas para celular, mas pode ser usada para o sucesso de vários empreendimentos”, explica. Banda larga mais popularNa Índia, as agências reguladoras reconheceram a importância de trabalhar de forma colaborativa, o que permitiu um avanço da disseminação da tecnologia. Atualmente, há no país 207 servidores móveis e 4 milhões de indianos com conexão móvel. No Brasil, o WiMax começa a ser utilizado em algumas capitais para levar banda larga aonde a infra-estrutura ADSL não chega, como em São Paulo. “Nós não conhecemos a demanda de banda larga no Brasil. Quando se tiverem preços mais competitivos, isso vai virar uma grande epidemia”, acredita Elizabete Trachez, diretora-executiva da Embratel. A empresa comprou licença para operar o WiMax na faixa 3,5GHz, de forma nomádica, ou seja, fixa. A tecnologia é testada em São Paulo e leva banda larga para pequenas e médias empresas. Pagam cerca de R$ 150 pela conexão. Segundo a executiva, em janeiro de 2009, 600 estações de WiMax vão garantir a oferta a 200 cidades, inclusive Brasília. Até 2012, a Embratel pretende oferecer o serviço a 60% das pequenas e médias brasileiras. A Brasil Telecom também faz testes com WiMax (padrão móvel) em Curitiba, Porto Alegre e São Paulo e tem licença para operar no Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte, Campinas e Juiz de Fora. “No momento, as normas brasileiras não permitem oferecer o serviço móvel, mas no início do próximo ano vamos oferecer serviços nomádicos de banda larga para complementar a ADSL e o 3G”, afirma Orlando Ruschel, diretor de tecnologia da Brasil Telecom. (RA) na mira dos investidoresEmpresas anunciam pretensão de investir na tecnologia Wimax na américa Latina, inclusive no Brasil, a partir de 2009. executivos pressionam para que o governo brasileiro libere faixa de freqüência para a modalidade móvelEm toda a América Latina, 39 operadoras já fazem testes ou operam com WiMax, segundo a Alvarion, uma das maiores fabricantes mundiais de soluções de banda larga com essa tecnologia. Os equipamentos WiMax vendidos para o mercado latino-americano — Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, Equador, Salvador, Guatemala, México, Paraguai, Peru e Venezuela — já superam US$ 100 milhões. No Brasil, as estações rádio-base (ERBs) que propagam pelo ar o sinal WiMax serão produzidas pela Alvarion em Curitiba. Atualmente, a empresa produz equipamentos em Israel, Romênia, Indonésia, Taiwan e Filipinas. A Alcatel-Lucent, fabricante de equipamentos no padrão móvel do WiMax, também anunciou que poderá produzir em 2009 até 15 mil ERBs. A empresa já vendeu 8 mil estações rádio-base WiMax em todo o mundo, inclusive na República Dominicana e na Bolívia, e deve participar do leilão de 3,5GHz no Brasil para fornecer a tecnologia. A Yota, operadora de WiMax móvel que entrou em operação em setembro deste ano em Moscou e em São Petersburgo, anunciou no Congresso WiMax Fórum que pretende investir no Brasil. A empresa, que tem hoje 400 ERBs na Rússia, quer chegar a 100 mil assinantes até o fim de 2009. Na sua palestra, o diretor de desenvolvimento internacional da Yota, Egor Ivanov, disse que pretende adquirir operadoras locais ou prover serviços na América Latina. “Temos muito dinheiro no bolso”, disse. Reserva de freqüência A pressão do setor privado é para que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) permita a utilização da faixa de 2,5GHz para o WiMax. “Há dois anos e meio empurra-se essa questão com a barriga no Brasil. Não dá para entender por que não podemos comer o arroz com feijão, que já está pronto, para ficar esperando o caviar e o filé mignon, que só devem ficar prontos daqui a dois ou três anos”, criticou José Luiz Frauendorf, diretor executivo da Neotec no Brasil. O executivo refere-se à tecnologia LTE (Long Term Evolution) que seria o 4G, e para a qual estaria se reservando a faixa de 2,5GHz. Na prática, significa dizer que uma tecnologia pronta, com maior capacidade de tráfego de dados, não pode disputar atualmente o mercado móvel no Brasil. “O WiMax já está aqui entre nós e o LTE é para amanhã. Para que esperar para comprar uma tecnologia que já está disponível comercialmente? Não me parece lógico”, criticou Ron Resnick, presidente do WiMax Forum. Mas há o contraponto da polêmica. A reserva da faixa de 2,5GHz é uma estratégia do governo brasileiro para uma utilização eficiente do espectro de radiofreqüência no futuro. A atenção se volta agora para a consulta pública aberta pelo órgão regulador até 5 de janeiro. A expectativa é de que o leilão — previsto para março de 2009 — permita a portabilidade, ou seja, o uso de um laptop com tecnologia WiMax embutida. “O 3G e o Wimax não são iguais. São dois modelos de negócios diferentes. Para mim, o WiMax é a internet móvel. Seria uma espécie de primeira geração da quarta geração”, disse Magnus Johnsson, diretor do grupo de banda larga da Digicel. Capaz de levar sinais de internet em alta velocidade pelo ar e extinguir os cabos e fibras ótica, a tecnologia WiMax abre novas fronteiras para a web e a telefonia e até para a transmissão de sinais de TV. “O espectro 2,5GHz assume papel relevante na promoção de pluralidade de serviços para a população, inclusive elevado potencial para suprir a demanda por banda larga em regiões específicas”, diz Maurício Giusti, vice-presidente de Estratégia e Regulamentação da Telefônica. “A ADSL tem restrição para chegar a mais de 3km do centro de computação e o Wimax pode ajudar a fechar esse gap, inclusive na política de inclusão digital”, explicou. Foi assim em outros países em desenvolvimento. Na Índia, em pouco mais de três anos, o WiMax permitiu ampliar a banda larga de 4 milhões para 20 milhões de usuários. “Há oito anos, o Reino Unido iniciou a operação móvel e hoje o 3G é utilizado por 18% da população e em 17% do total de celulares. No Brasil, o estágio é inicial. A banda larga móvel está em menos de 1% da população, em 1% dos celulares”, compara Giusti. Desde setembro, a Telefônica, em parceria com a Motorola e a Intel, realiza testes da tecnologia em São Paulo para verificar a viabilidade técnica, a receptividade de mercado e a avaliação dos usuários. Um modem WiMax conectado à tomada elétrica da casa de 150 clientes recebe o sinal de uma das três estações rádio base (ERBs) montadas nas regiões de Pinheiros e dos Jardins e redistribui para o computador do usuário. Um novo estilo de vidaAtualmente, há 403 redes WiMax em 133 países e 100 equipamentos certificados para operar com a nova tecnologia. A previsão é de que em 2012 haja 133 milhões de usuários de WiMax e 430 aparelhos habilitados. Quatro fabricantes de notebooks já incluem receptores de WiMax em 2,5GHz em seus laptops (Asus, Acer, Lenovo e Welch). “Existe muito espaço para crescimento do WiMax em todo o mundo e essa nova tecnologia vai criar mudanças no estilo de vida, a começar pela internet móvel”, diz Randall Schwartz, consultor-chefe da WiMax. Esse novo estilo de vida já é vivenciado desde setembro em Baltimore, nos Estados Unidos. A XOHM, a unidade empresarial do serviço móvel 4G da empresa norte-americana Sprint, construiu lá a mais rápida rede de banda larga móvel nos EUA. É possível manter o laptop conectado à internet, com velocidade de download de até 5 megabits por segundo, dentro de um carro com velocidade de até 100km/h. Livre de cabos e dos hot spots locais, a nova tecnologia ainda permite outros avanços em mobilidade, como a circulação de ônibus pela cidade com laptops sem fio conectados à web para prestar serviços sociais; telefones sem fio de grande alcance que permitam conversar com qualquer lugar do mundo a poucos centavos por minuto. Outro serviço que a tecnologia vai permitir é o da tevê móvel, novos players portáteis sem fio que recebem o sinal digital em qualquer lugar. “Não estamos em guerra com o 3G. O cliente deve ser livre para escolher. O 3G é bom para quem viaja porque a cobertura é maior, mas o WiMax é melhor para quem fica na cidade porque terá mais velocidade”, explicou Teresa Kellett, diretora de desenvolvimento global da Sprint, a principal operadora de WiMax nos Estados Unidos. “Queremos que a tecnologia seja compreendida no mundo todo para que possamos trabalhar em parceria com as operadoras e oferecer mais serviços”, disse. Nos EUA, é possível ter acesso ilimitado à banda larga por US$ 45 por mês. A entrada do WiMax no Brasil deve tornar o mercado de banda larga mais competitivo, o que resultará em melhores preços para o usuário. Hoje, o acesso à banda larga custa, em média, de R$ 70 a R$ 80. “Existe uma grande demanda por acesso à internet em todo o mundo. As empresas que investirem vão se aproveitar dessa demanda”, acredita Greg Welch, diretor de mobilidade da Intel e da Organização Mundial WiMax nas Américas. “Apoiamos o WiMax como tecnologia para a 4G porque está disponível hoje e permite mais velocidade e outras possibilidades de negócios”, disse. É também a possibilidade de levar a conectividade ao país inteiro. Segundo ele, em até cinco anos o WiMax embutido em laptops será uma regra de mercado, como ocorre hoje com o WiFi. “Daqui a algum tempo você não vai querer saber se a conexão é via Wimax, 3G ou WiFi. Você vai querer o serviço e se estiver conectado vai estar feliz.”
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